Análise

Resumo da notícia

  • Mercado criptográfico maduro com ETFs, regulação e maior presença institucional

  • Stablecoins se consolidam como infraestrutura de pagamentos e tesouraria

  • Tokenização e integração com a economia real devem ganhar escala em 2026

Em 2025 o mercado de criptografia começou a nova alta histórica do Bitcoin em outubro, vibrou com as regulamentações pró-cripto nos EUA enquanto as stablecoins registraram seu maior crescimento e adoção na história.

Para Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, em 2025 o mercado de criptografia amadureceu. Segundo ele, após ciclos marcados por euforia e correções abruptas, o setor avançou em direção a uma fase mais institucional, regulamentada e integrada ao sistema financeiro global. Entender os eventos que moldaram esse período é essencial para projetar o que vem pela frente.

Dantas também destacou que o fluxo institucional deixou de ser expectativa para se tornar realidade contínua. ETFs à vista de Bitcoin e Ethereum ganharam escala, fundos tradicionais ampliaram exposição a criptoativos e grandes empresas passaram a tratar ações digitais como parte estratégica de tesouraria e infraestrutura financeira. Esse movimento trouxe mais liquidez, mas também maior brilho com o cenário macroeconômico global.

Além disso, o executivo destaca que o ano foi marcado por avanços regulatórios relevantes. Estados Unidos, Europa e mercados emergentes passaram a tratar criptomoedas menos como exceção e mais como uma nova classe de ativos. No Brasil, o amadurecimento do marco regulatório com as novas resoluções criptográficas reforçam a entrada de empresas, bancos e instituições financeiras no ecossistema, aumentando a confiança e as barreiras de adoção.

As stablecoins se consolidaram como uma das principais pontes entre o sistema financeiro tradicional e o universo criptográfico. Dantas aponta que em 2025, o mercado atingiu novos recordes de capitalização, impulsionado pelo uso em pagamentos internacionais, operações B2B e soluções de tesouraria. Esse movimento mostrou que a utilidade prática segue sendo um dos maiores vetores de crescimento do setor.

O que esperar do mercado de criptomoedas em 2026?

Se 2025 foi o ano de consolidação institucional, 2026 tende a ser o ano de integração definitiva entre o mercado criptográfico e o sistema financeiro tradicional. Esse movimento deve ser impulsionado principalmente por avanços regulatórios, mais claramente jurídicos e pela adoção de infraestruturas baseadas em blockchain por empresas e instituições financeiras.

Dantas afirma que em 2026, o papel dos Bancos Centrais deverá se tornar ainda mais relevante para o mercado de criptoativos. No Brasil, o avanço das resoluções do Banco Central se concentra nos ativos virtuais, stablecoins e aborda os serviços tende a criar um ambiente mais previsível para empresas e investidores.

Essas iniciativas não têm como objetivo limitar a inovação, mas sim organizar o mercado, aumentar a proteção ao consumidor e permitir que instituições financeiras tradicionais passem a operar criptografia de forma estruturada. Com regras mais claras, a expectativa é de maior participação de bancos, fintechs e grandes empresas em soluções baseadas em blockchain.

Já para as stablecoins, ele afirma que elas devem assumir um papel ainda mais central em 2026. Mais do que instrumentos de investimento, elas estão se consolidando como infraestrutura de pagamentos, câmbio e liquidação.

Com a regulamentação avançando, o uso de stablecoins em operações B2B, remessas internacionais e tesouraria corporativa tende a crescer, especialmente em mercados como o brasileiro, onde há alta demanda por eficiência cambial e liquidação quase imediata. Esse movimento deve coexistir com projetos de moedas digitais de Bancos Centrais, cada um com funções complementares.

Outro ponto importante para 2026, segundo o executivo, é a convivência entre stablecoins privadas e CBDCs, como o Drex no Brasil. Enquanto os CBDCs tendem a ter foco doméstico, regulatório e de política monetária, as stablecoins privadas oferecem gratuitamente, interoperabilidade global e maior velocidade de inovação.

O mercado caminha para um cenário híbrido, no qual empresas e instituições utilizam diferentes instrumentos digitais de acordo com o caso de uso, seja pagamento internacional, liquidação de contratos, tokenização de ações ou automação financeira.

Tokenização e integração com a economia real

Dantas aponta que a tokenização de ativos do mundo real deve ganhar escala em 2026, especialmente em setores como crédito, agronegócio, imobiliário e infraestrutura. Com marcos regulatórios mais maduros, esses ativos tendem a se tornar mais acessíveis, fracionados e líquidos, aproximando investidores do mercado tradicional ao ecossistema criptográfico.

Por fim, segundo ele, a expectativa é de um mercado mais racional e sofisticado. Os investidores devem priorizar fundamentos, governança, segurança e casos de uso claros, enquanto as empresas passam a adotar criptografia como ferramenta operacional, e não apenas como aposta financeira.

A continuidade continuará presente, mas dentro de um ambiente mais profundo, regulado e conectado à economia real.

Criptomoedas que podem se destacar em 2026

Diante deste cenário, o analista apontou 4 criptomoedas de devem se destacar em 2026/; Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Solana (SOL) e XRP

Já Marcelo Person, Diretor de Crypto Treasury & Markets da Foxbit, além de Bitcoin, Ethereum e Solana, também mencionou outros dois ativos.

Arbitrum (ARB): Como uma das camadas 2 mais importantes do ecossistema Ethereum, a Arbitrum pode refletir o fluxo de capital que busca escalabilidade com baixas taxas. Projetos novos financiados por meio de subvenções e iniciativas de infraestrutura que foram lançados no fim do ano deverão ganhar mais uso nos primeiros meses de 2026, fazendo com que o ARB seja um nome a ser acompanhado. (baseado em tendências de adoção de L2s e sugestões de desenvolvimento no ecossistema Ethereum)

Avalanche (AVAX): Diferente de ativos meramente especulativos, a Avalanche continua se destacando por sua compatibilidade com EVM e foco em aplicações financeiras e tokenização de ativos. Dados on‑chain e sinais de “smart money” sugerem interesse renovado, e uma leitura técnica mais otimista no começo do ano pode favorecer altcoins estruturados nesse modelo. (baseado em análise de tendências de captação e uso real de redes compatíveis com EVM)

O que pode impactar janeiro: Fluxo de ETFs — Entrada ou saída de capital em ETFs de BTC e ETH será determinante para o sentimento inicial do ano. Uso real em redes — Adoção contínua de Camada 2, redes alternativas e integração com sistemas de finanças tradicionais devem ser alavancadas para metas operacionais no curto prazo — e podem se refletir em preços.

Fontecointelegraph

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