O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve nesta quarta-feira (28) a taxa básica de juros em 15% ao ano. É a quinta reunião consecutiva sem alteração na Selic.
A decisão foi unânime. O comitê sinalizou que deveria iniciar o corte de juros na próxima reunião, marcada para março.
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Juros no maior patamar em quase 20 anos
A taxa atual de 15% ao ano é a mais alta desde julho de 2006. Na época, a Selic estava em 15,25%.
O Banco Central elevou os juros sete vezes seguidas entre setembro de 2024 e junho de 2025. Desde então, manteve a taxa no mesmo nível por cinco reuniões.
Sinalização de corte
O Copom informou em comunicado que pretende iniciar a flexibilização da política monetária em março. A condição é que o cenário esperado se confirme.
“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, inicie a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião”, diz o texto.
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O comitê reforçou que manterá a restrição adequada para garantir que a inflação convirja para a meta de 3%.
O Copom trabalhou com menos membros nesta reunião. Os mandatos dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti expiraram no fim de 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará a restrição dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro.
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Expectativa do mercado
Analistas consultados pelo Banco Central projetam que a Selic termine 2026 em 12,25%. A maioria espera o início dos cortes em março, com reduções de 0,25 a 0,50 ponto percentual por reunião.
O boletim Focus, pesquisa semanal com economistas, mantém a previsão de manutenção em 15% até março. Depois, começariam os cortes graduais.
Inflação e dólar
A inflação oficial acumula 4,5% em 12 meses, no teto da meta. O IPCA-15, índice prévio do oficial, registrado 0,2% em outubro.
O dólar voltou a ficar próximo de R$ 5,20 nas últimas semanas. A queda da moeda americana aumentou à medida que as chances de corte antecipado dos juros.
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Preços de serviços pressionados
Mesmo com a desaceleração geral da inflação, alguns preços continuam subindo. O setor de serviços é o principal vilão.
Na última ata, o Copom destacou que o cenário segue marcado por elevada incerteza. Isso exige cautela na condução da política monetária.
Próximas reuniões
O Copom terá oito reuniões em 2026. As próximas estão marcadas para 17 e 18 de março, 28 e 29 de abril, e 16 e 17 de junho.
Em cada reunião, o comitê analisa dados de inflação, atividade econômica e cenário internacional. A decisão sai no segundo dia, normalmente às 18h30.
Fontebeincrypto



