Rial iraniano reacende narrativa do Bitcoin como proteção

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O rial iraniano despencou para cerca de 1,4 milhão por dólar no mercado paralelo, marcando um dos colapsos cambiais recentes e reacendendo o debate sobre o uso do Bitcoin como alternativa monetária. Em meio à crise, o Bitcoin era negociado próximo de US$ 91.200, com alta de 2,1% em 24h e volume diário acima de US$ 28 bilhões, segundos dados agregados de mercado. O movimento ocorre em um contexto de inflação elevada, avaliações econômicas e busca global por ativos escassos e descentralizados.

O que está por trás do colapso do rial iraniano?

Na prática, o rial perdeu mais de 40% do seu valor desde junho de 2025, pressionados pela inflação oficial de 42,2% ao ano e aumentos de até 72% nos preços dos alimentos. Segundo o MEXC News, uma crise levou inclusive à renúncia do presidente do Banco Central iraniano, aprofundando a desconfiança na política monetária local.

Esse tipo de colapso cambial ajuda a explicar por que ativos alternativos ganham tração. Em países com controle de capital, o Bitcoin funciona como um ativo sem fronteiras, com oferta limitada a 21 milhões de unidades — um contraste direto com moedas sujeitas à emissão descontrolada.

Bitcoin volta ao centro do debate como reserva de valor

Dados da Chainalysis mostram que serviços ligados ao Irã movimentaram mais de US$ 4 bilhões em criptografia em 2024, alta de cerca de 70% em relação ao ano anterior. O fluxo reflete a busca por proteção de patrimônio e acesso a liquidez global fora do sistema bancário tradicional, como já proposto na narrativa do Bitcoin como hedge de investidores.

No mercado, o BTC mantém estrutura técnica construtiva. O RSI diário gira em torno de 58 pontos, sinalizando força moderadamente sem sobrecompra, enquanto o MACD segue positivo acima da linha de sinal. As médias móveis de 50 e 200 dias apontam suporte em US$ 88.500 e US$ 81.000, respectivamente.

Como as crises cambiais poderiam impactar a demanda global de Bitcoin?

Crises cambiais extremas reforçam a tese do Bitcoin como “seguro” contra a desvalorização do dinheiro, algo familiar ao investidor brasileiro que já convive com inflação alta e volatilidade do real. Embora o Brasil não enfrente um cenário ao iraniano, o episódio serve como alerta sobre riscos sistêmicos e a importância de diversificação.

Além do BTC, stablecoins como USDT também ganham espaço em ambientes de crise, funcionando como ponte de liquidez. Esse movimento dialoga com a expansão global de pagamentos com stablecoins, especialmente em economias emergentes.

Riscos e limites dessa narrativa

Apesar do apelo, o uso de Bitcoin em países sob análise de obstáculos. O governo iraniano mantém repressão a plataformas criptográficas e de mineração não licenciadas, criando risco jurídico elevado, como destaques a Al Jazeera.

Além disso, o Bitcoin segue volátil. Uma queda abaixo do suporte de US$ 88.500 pode abrir espaço para correções até US$ 85.000, exigindo gestão de risco ativo por parte dos traders.

Em resumo, o colapso do rial iraniano não move diretamente o preço do Bitcoin, mas fortalece sua tese de longo prazo como ativo escasso e resistência à inflação. Para investidores brasileiros, o episódio reforça a importância de entender o Bitcoin não como uma aposta especulativa, mas como um instrumento estratégico dentro de uma alocação diversificada.

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