O bitcoin disparou acima de US$ 92.000 nesta terça-feira após carteiras ligadas aos ETFs da BlackRock transferirem cerca de US$ 300 milhões em BTC e ETH para a Coinbase Prime. A ocorrência imediata do mercado levou o BTC a subir 2,8% em 24h, saindo da faixa de US$ 89.500 para tocar US$ 92.300 no pico intradiário. O movimento ocorre em um início de ano marcado por forte volatilidade nos fluxos de ETFs e tentativa de recuperação após um dezembro terrível.
O que a movimentação da BlackRock realmente significa?
Dados on-chain indicam uma transferência de 3.290 BTC (US$ 298 milhões) e 5.692 ETH (US$ 17,8 milhões) para a Coinbase Prime, plataforma usada por participantes autorizados de ETFs para criação e resgate de cotas. Em termos simples, isso não equivale automaticamente à venda no mercado à vista, mas sim aos ajustes operacionais de crédito e custódia.
Esses movimentos da BlackRock ganham peso porque o iShares Bitcoin Trust (IBIT) detém aproximadamente 773.898 BTC, o maior volume entre investidores institucionais. Para os investidores brasileiros, os fluxos de ETFs funcionam como tabela de demanda institucional, muitas vezes antecipando movimentos de preço no mercado global.
Bitcoin testa resistência enquanto indicadores técnicos melhoram
No gráfico diário, o BTC rompeu a média móvel de 50 dias em US$ 91.200 e agora testa a resistência chave em US$ 95.000, máxima local da semana passada. O RSI de 14 dias subiu de 48 para 56, sinalizando retomada de momentum, mas ainda sem entrar em território de sobrecompra.
O MACD virou positivo nesta semana, com cruzamentos da linha de sinal, reforçando viés de curto prazo mais construtivo. O suporte principal permanece em US$ 88.000; uma perda desse nível poderia invalidar a estrutura atual de recuperação.
ETFs seguem como fator decisivo para o preço
Segundo dados do mercado, os ETFs de bitcoin à vista registraram entradas líquidas de US$ 697 milhões em 5 de janeiro, lideradas pelo IBIT, com US$ 372 milhões. Dois dias depois, o cenário virou: houve saídas de US$ 486 milhões, incluindo US$ 130 milhões apenas no fundo da BlackRock, de acordo com dados da KuCoin.
Esse padrão errático explica por que o preço do BTC tem consolidado entre US$ 88.000 e US$ 92.000 nas últimas semanas. Para traders no Brasil, acompanhar esses fluxos é crucial, já que eles frequentemente impactam a liquidez global negociada também nas corretoras locais.
Quais são os riscos por trás da alta?
Apesar da ocorrência positiva, analistas alertam que ainda é cedo para falar em tendência sustentável enquanto o BTC permanecer abaixo de US$ 95.000. Movimentos para a Coinbase Prime podem refletir sobre resgates de cotas, o que, se intensificado, tende a pressionar o preço no curto prazo.
Além disso, baleias continuam ativas: dados on-chain mostram aumento de 1,2% no fornecimento de BTC em exchanges nos últimos sete dias, sinal de que parte do mercado pode estar se preparando para realizar lucros.
Em resumo, o valor acima de US$ 92 mil mostra que o bitcoin segue altamente sensível aos fluxos institucionais. Para investidores brasileiros, o recado é claro: enquanto ETFs como o IBIT dominam a narrativa, acompanhar dados on-chain e níveis técnicos será tão importante quanto o noticiário macro para navegar a volatilidade de 2026.
Fontecriptofacil




