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O avanço do Bitcoin desde o início de 2026 levou o preço a se aproximar de US$ 95 mil, seu maior patamar em seis semanas. Embora o cenário geral do mercado de criptomoedas esteja melhorando, uma análise mais detalhada da principal criptomoeda mostra uma posição estável nos contratos perpétuos, o que faz com que os analistas mantenham um otimismo cauteloso.

A principal criptomoeda atingiu o pico de US$ 94.420 na segunda-feira, registrando uma alta de 7,7% em relação ao preço de abertura do ano, de US$ 87.611, segundo dados da CoinGecko.

Na manhã desta terça-feira (6), o BTC retorna para U$$ 93.581, em alta de 0,8% no dia. Em reais, o ativo é negociado a R$ 505.707, segundo dados do Portal do Bitcoin.

Apesar do rali de rompimento, o interesse em aberto agregado do Bitcoin permanece estável, em torno de US$ 31,4 bilhões — cerca de 34% abaixo dos US$ 47,8 bilhões registrados em 10 de outubro, conforme dados do CryptoQuant.

Embora novas posições contribuam para a alta, o posicionamento dos investidores ainda está bem abaixo do apresentado no topo anterior do mercado.

A alta desde 2 de janeiro veio acompanhada de um livro de ofertas invejado para venda, com 5% e 10% de profundidade em relação ao preço atual, diminuindo que os vendedores seguem no controle, segundos dados do CoinGlass. O indicador Coinbase Premium também permanece, em grande parte, negativo, o que sugere que a demanda à vista por Bitcoin entre investidores dos EUA está fraca.

Sinais positivos no mercado de opções

Por outro lado, embora o posicionamento em contratos perpétuos possa ser instável, o mercado de opções mostra uma mudança mais promissora. O skew de 25 delta para sete dias — um prêmio pela proteção contra quedas — recentemente ficou positivo, impede que a recuperação seja destruída a necessidade de apostas pessimistas. A inclinação de 30 dias segue negativa, mas está próxima de zero, de acordo com dados da Deribit.

“No mercado de opções, o posicionamento ficou cada vez mais construtivo, com redução do skew de put em todos os prazos e mais de 3.000 contratos de calls de US$ 100 mil para 30 de janeiro de 2026 comprados desde a semana passada”, afirmou a QCP Capital, empresa de negociação sediada em Singapura, em nota divulgada na segunda-feira.

Ainda assim, os analistas da QCP adotaram um tom cauteloso, dizendo que grande parte da demanda recente por exposição à alta veio de operações com opções designadas para lucrar com grandes movimentos de preço em qualquer direção.

Essa atividade sugere que A recuperação do Bitcoin foi impulsionada, em parte, pelo fechamento de posições vendidas, à medida que os comerciantes correram para encerrar apostas pessimistas — e não por compras novas, motivadas por verdade.

“O pano de fundo é favorável: os fluxos para ETFs em janeiro têm sido fortes, liderados pela demanda institucional, e grandes plataformas de gestão de patrimônio estão ampliando o acesso”, disse Rachael Lucas, analista de criptomoedas da BTC Markets, ao Decrypt. “A sazonalidade também ajuda; o rali de Natal levou o ímpeto para janeiro, e o primeiro trimestre costuma favorecer ativos de risco quando a liquidez é favorável.”

No entanto, Lucas mantém uma postura cautelosa, indicando que os traders monitorizam o risco de queda, especialmente nos níveis de US$ 92 mil e US$ 90 mil, caso os transportes em ETFs diminuam ou as condições macroeconómicas fiquem mais restritivas.

“Por agora, a demanda parece justificada, mas qualquer rompimento acima de US$ 95 mil precisa de volume; se for fraco, espere realização de lucros antes da próxima pernada”, afirmou Lucas.

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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Fonteportaldobitcoin

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