Bitcoin Resistencia e Suporte

Siga o CriptoFacil no

O Bitcoin voltou a negociar em uma faixa de preço historicamente marcada por fortes realizações de lucros, mas os dados on-chain indicam uma mudança relevante no comportamento dos investidores de longo prazo. Nesta quinta-feira (15), o BTC foi negociado a US$ 96.783, após subir cerca de 10% nas últimas duas semanas. O movimento ocorre em meio a forte demanda institucional via ETFs e sinais de menor pressão vendedora estrutural.

O que está por trás da menor dos titulares?

Segundo dados da Glassnode, investidores de longo prazo — carteiras que mantêm BTC por mais de cinco meses — estão vendendo em ritmo bem mais lento do que em 2025. No pico do ciclo anterior, esses detentores chegaram a realizar mais de 100.000 BTC por semana, o equivalente a US$ 9,6 bilhões aos preços atuais. Agora, esse volume caiu para cerca de 12.800 BTC semanais.

Isso é importante porque os detentores de longo prazo concentram grande parte da oferta ilíquida do Bitcoin. Quando eles investem nas vendas, o mercado precisa absorver menos BTC novo, o que facilita movimentos de alta sustentação, especialmente em zonas técnicas sensíveis como a atual.

Zona de US$ 93 mil a US$ 110 mil segue como resistência-chave

O BTC voltou à chamada “zona de venda” entre US$ 93.000 e US$ 110.000, faixa que travou diversas tentativas de rali no fim de 2025. Tecnicamente, o suporte imediato está em US$ 93.200, enquanto a resistência mais próxima aparece em US$ 99.800. Um brinquedo consistente acima desse nível abre espaço para novo teste psicológico em US$ 100.000.

No gráfico diário, o RSI está em 61 pontos, diminui força compradora sem sinal claro de sobrecompra. O MACD segue positivo, mas com histograma estável, destacando. O preço continua acima das médias móveis de 50 dias (US$ 91.400) e 200 dias (US$ 84.700), o que mantém a estrutura de alta intacta.

ETFs e análises on-chain reforçam o panorama do fundo altista

O comportamento mais paciente dos titulares coincide com forte apetite institucional. Apenas no dia 13 de janeiro, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram US$ 753,7 milhões em entradas líquidas, o maior fluxo diário em três meses, segundo dados do Crypto.news. Produtos como IBIT e FBTC lideraram as captações.

No mercado futuro, o volume do Net Taker subiu de -US$ 489 milhões para -US$ 51 milhões, diminuindo forte redução da pressão vendedora agressiva. Já no lado da rede, o hashrate caiu 2,8% na média móvel de sete dias, para 1.024 EH/s, enquanto a dificuldade recuou 1,20%, para 148,26T, segundo o Hashrate Index. Isso reduz a necessidade de venda por parte dos mineradores.

Quais riscos ainda podem frear o BTC?

Apesar do cenário construtivo, o Bitcoin segue sensíveis a fatores macro. Tensões geopolíticas, como um possível agravamento do conflito entre EUA e Irã, podem gerar aversão ao risco e pressões ativas voláteis no curto prazo. Além disso, a própria zona entre US$ 100 mil e US$ 110 mil concentra grande volume de oferta histórica.

Para o investidor brasileiro, o momento exige atenção aos níveis técnicos e ao fluxo institucional. Embora a combinação de menor venda de titulares e entradas em ETFs se mantenha ou vies positiva, a confirmação de tendência depende da capacidade do mercado de absorver a oferta nessa faixa. Relatórios como Bitcoin supera US$ 92 mil e análises sobre fluxo institucional de Bitcoin ajudam a controlar esse equilíbrio delicado.

Siga o CriptoFacil no

Fontecriptofacil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *