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O fim da semana não foi generoso com os ativos de risco. O Bitcoin despencou abaixo dos US$ 80 mil no sábado, chegando a mínimas próximas de US$ 74.500 antes de ensaiar uma leve recuperação. Nesta terça-feira (3), o ativo é negociado a US$ 78.412, recuperando 1,1% no dia. Em reais, a cotação do BTC está em torno de R$ 413.032, segundo dados do Portal do Bitcoin.

Este movimento marca a quarta queda mensal consecutiva do BTC — a sequência negativa mais longa desde o inverno criptográfico de 2018.

O gatilho? Uma tempestade perfeita no cenário macroeconômico. As ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump, fizeram os traders correrem para as saídas, com mais de US$ 2,2 bilhões em posições alavancadas em criptomoedas liquidadas em apenas 24 horas, no dia 30 de janeiro, sendo os compradores os mais afetados por essa venda forçada.

Não é à toa que o Índice de Medo & Ganância despencou para 14 hoje — território de “medo extremo”. Nem mesmo os portos tradicionais seguros oferecem proteção. O ouro caiu 12%, caindo de máximas históricas acima de US$ 5.500 para abaixo de US$ 5.000, na maior queda diária desde a década de 1980.

A prata mergulhou 30% — seu pior dia desde março de 1980. Até os ativos considerados tradicionais “reserva de valor” foram vendidos junto com as criptomoedas, enquanto os investidores buscavam proteção no dólar.

Leia também: Volatilidade do ouro supera a do Bitcoin e bate o pico da crise de 2008

Por outro lado, hoje as velas estão verdes. Quase todas as moedas do top 100 por valor de mercado estão subindo. Estamos vendo o início de uma recuperação ou apenas um respiro dos compradores antes da nova queda?

Bitcoin (BTC): jornada baixa, mas sobrevendida

Os traders de Bitcoin acordaram com a moeda em alta de cerca de 1% nas últimas 24 horas, negociada a US$ 78,4 mil. Mas é importante notar o que os gráficos mostram: os indicadores permanecem fortemente pessimistas, embora o preço tenha atingido um patamar onde rebotes costumam acontecer.

No gráfico diário, é difícil enxergar um sinal de alta consistência. As Médias Móveis Exponenciais (EMAs) continuam em modo de baixa. As EMAs ajudam os traders a identificar tendências, considerando o preço médio do ativo no curto, médio e longo prazo.

No momento, para o Bitcoin, a EMA de 50 dias (curto prazo) está abaixo da média de 200 dias (longo prazo), confirmando a tendência de baixa. Essa configuração indica que o momento de curto prazo segue claramente negativo.

O Índice Direcional Médio (ADX) marca 32,1 — bem acima do limite de 25 que confirma uma tendência forte. O ADX mede a força da tendência, independentemente da direção, numa escala de 0 a 100. Quando o ADX fica acima de 25, sinalizando clara na direção do mercado. Neste momento, essa verdade aponta para baixo.

O único indicador que traz alguma ruptura é o Índice de Força Relativa (RSI), que caiu para 30, entrando oficialmente em território de sobrevenda. O RSI mede o momento do mercado numa escala de 0 a 100, e as leituras abaixo de 30 indicam que A pressão do vendedor pode estar se esgotando. Historicamente, as leituras do RSI sobrevendido antecederam repiques de colapso — embora não garantam reversões imediatas.

No gráfico de quatro horas, o Bitcoin mostra sinais iniciais de tentativa de recuperação. Após tocar US$ 74.500 — próximo à zona de suporte identificada na última análise — o preço voltou a testar a nuvem das EMAs.

No entanto, a vela atual voltou a ficar vermelha, diminuindo que a tentativa de recuperar o suporte das mídias móveis de curto prazo está enfraquecida. Apesar do repique, o gráfico segue pessimista, com o ADX em 57,4 — indicando uma força de tendência extremamente alta.

Apesar disso, é mais fácil enxergar um repique de interrupção após uma queda intensa no curto prazo, mas ainda insuficiente para considerar uma reversão de tendência.

Criptomoedas em recuperação

A maioria das 100 maiores criptomoedas acompanha o Bitcoin na recuperação de hoje — com exceção de casos como XMR e PUMP — mas o movimento de alta no mercado parece frágil. O “medo extremo” ainda domina o sentimento dos investidores.

A zona dos US$ 74 mil, destacada anteriormente, mostrou sua importância no fim da semana — o preço reagiu quase exatamente onde era esperado. Se o Bitcoin conseguir se manter acima desse patamar em novos testes, o caminho para consolidação entre US$ 78 mil e US$ 85 mil segue aberto.

Por outro lado, uma quebra abaixo dos US$ 74 mil pode abrir espaço para o próximo grande suporte, perto de US$ 69 mil, o que representaria uma correção de cerca de 45% em relação ao topo de US$ 126 mil em outubro — e uma vitória inesperada para os contrários nos mercados de previsão.

Na ponta de cima, a região dos US$ 80.600 (próxima à média móvel de 200 dias) representa resistência imediata. Um fechamento diário acima desse nível seria o primeiro sinal de que os vendedores estão perdendo o controle. Acima disso, os US$ 91.300 marcam a zona onde a nuvem das EMAs e um antigo suporte — agora resistência — se encontram, formando uma barreira difícil para qualquer tentativa de recuperação.

Níveis-chave para acompanhar:

Resistência:
US$ 80.600 (imediato),
US$ 91.350 (zona forte de EMAs),
US$ 98.000 (estrutural)

Suporte:
US$ 74.500 (mínimo recente),
US$ 69.000 (patamar psicológico/mercado de previsão)

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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Fonteportaldobitcoin

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