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Enquanto o Bitcoin subia forte e caminhava para sua máxima histórica, o mercado brasileiro de criptomoedas registrava uma queda no volume de operações. Dados da Receita Federal apontam que o país movimentou R$ 107 bilhões entre julho e setembro de 2025uma queda de 8,7% na comparação com um ano antes, apesar de representar uma alta de 6,6% sobre o segundo trimestre.

No terceiro trimestre, foram registradas aproximadamente 30,5 milhões de operações declaradas ao Fisco, envolvendo uma base média de 4,7 milhões de pessoas físicas e cerca de 100 mil pessoas jurídicas. Esses números representam uma queda de 5,4% na base de CPFs, enquanto o número de CNPJs quadruplicou, já que eram 25 mil entre julho e setembro de 2024.

Na comparação trimestral, a base de participantes também se expandiu, com crescimento aproximado de 23% no número médio de pessoas físicas e de quase 28% entre pessoas jurídicas, indicando uma retomada da atividade após um período de calor.

Bitcoin e stablecoins

O Bitcoin continua como uma das principais criptomoedas negociadas no país, movimentando cerca de R$ 10,9 bilhões no terceiro trimestre. O montante, no entanto, representa uma queda de aproximadamente 14% face ao mesmo período do ano anterior, ainda que tenha registado um nível alto de cerca de 4% em relação ao segundo trimestre.

Enquanto isso, as stablecoins atreladas ao dólar mantiveram posição dominante. Lideradas pela Tether, essas criptomoedas responderam por cerca de R$ 66,8 bilhões em movimentações no trimestre, reforçando seu grande papel no mercado brasileiro. Mesmo assim, o volume ficou cerca de 5,4% abaixo do registrado no terceiro trimestre de 2024 e aproximadamente 14% menor que no segundo trimestre, sinalizando um uso menos intenso em relação aos picos recentes.

O destaque positivo ficou com o Ethereum. Entre julho e setembro, o ativo movimentou cerca de R$ 6 bilhões, praticamente o dobro do volume oferecido no mesmo período de 2024, com crescimento próximo de 95%. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a alta foi de cerca de 61%, possivelmente impulsionada por maior interesse em aplicações descentralizadas, contratos inteligentes e novos produtos financeiros baseados na rede.

Os dados divulgados pela Receita Federal fazem parte do conjunto de informações declaradas obrigatoriamente por corretoras nacionais e estrangeiras, além de pessoas físicas e jurídicas que realizam operações fora de plataformas locais.

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Fonteportaldobitcoin

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