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O BNY, maior banco custodiante do mundo, sinalizou na sexta-feira (9) que emitirá representações digitais dos depósitos de seus clientes na blockchain.

Em uma postagem no blog, a instituição cofundada por Alexander Hamilton falou sobre a iniciativa um passo fundamental para fortalecer sua capacidade de movimentação “dinheiro programável, em blockchain” por trilhos digitais.

O produto é alimentado por blockchain privada e autorizado pelo próprio banco, conforme informado pelo BNY. O produto é voltado tanto para instituições quanto para “nativos digitais”.

Os depósitos tokenizados do BNY foram descritos como lançamentos digitais em livro, representando fundos que os clientes participantes poderão sacar por meios tradicionais. O banco afirmou que os tokens serão usados ​​inicialmente em situações relacionadas a garantia e margem.

Tokenização reduz atrito de liquidação

O movimento evidencia como as instituições tradicionais de Wall Street estão recorrendo cada vez mais aos ativos digitais como forma de potencializar seus negócios existentes. O BNY destacou a capacidade dos depósitos tokenizados de “reduzir o atrito de liquidação” e “melhorar a eficiência de liquidez” em diferentes cenários.

A empresa observou que os saldos dos clientes, embora passem a ser representados em blockchain, continuam a ser registrados nos sistemas tradicionais do BNY para fins de conformidade.

Em comunicado, Carolyn Weinberg, Diretora de Produto e Inovação do BNY, ressaltou a natureza confiável dos depósitos bancários da instituição. O banco, que existe há mais de 240 anos, protegeu US$ 57,8 trilhões em ativos em nome dos clientes em setembro. O gigante sediado em Nova York também possui US$ 2,1 trilhões em ativos sob gestão.

Enquanto concorrentes como o JPMorgan expandem depósitos tokenizados para diferentes redes, o BNY afirmou que sua versão do produto servirá como “o tecido conectivo da infraestrutura digital do BNY”, que inclui um fundo de mercado tokenizado com o Goldman Sachs, lançado em julho.

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Após criar sua unidade de ativos digitais em 2021, a empresa passou a gerenciar chaves privadas para clientes no ano seguinte, com o lançamento de serviços de custódia para Bitcoin e Ethereum.

A postagem do BNY incluiu declarações de cerca de uma dúzia de empresas nativas do setor criptográfico, incluindo o banco criptográfico Anchorage Digital, emissores de stablecoins Circle e Paxos, um especialista em tokenização Securitize — integrado pela BlackRock — e a plataforma de corretagem institucional da Ripple, a Ripple Prime.

“Ver o BNY dar esse passo para viabilizar depósitos tokenizados é um momento marcante para a adoção do dinheiro digital”, afirmou Nathan McCauley, cofundador e CEO da Anchorage Digital.

A Citadel Securities, que afirmou em julho responder por 25% do volume de ações dos EUA, também descreveu a tokenização como crucial para o futuro das finanças. O CEO do gigante do market making, Ken Griffin, havia chamado as criptomoedas, em 2021, de “um chamado jihadista” contra o dólar dos EUA.

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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Fonteportaldobitcoin

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