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Resumo da notícia:

  • CVM amplia lupa após escândalo do Banco Master, enquanto blockchain oferece soluções.

  • Autarquia diz que criou grupos de trabalho e trilhas para implementação de melhorias de procedimentos internos.

  • Leandro Baccari avalia que o episódio expõe fragilidades estruturais do sistema atual e reforça um dos grandes potenciais da tecnologia blockchain.

Após a liquidação do Banco Master, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelou esta semana que a autarquia federal está aprimorando seus procedimentos internos. O que, para o especialista Leandro Baccari, exalta a tecnologia blockchain.

O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central (BC) por suspeita de fraude financeira, quando o dono do banco, Daniel Vorcado, foi preso no aeroporto de Guarulhos. Ele, que estava em liberdade provisória, acabou preso pela segunda vez no início deste mês durante nova fase da Operação Compliance Zero, trazendo à tona novos elementos levantados pela Polícia Federal (PF) de envolvimento do ministro do banqueiro com políticos e, inclusive, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na participação no Congresso do Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (Ibrademp), em São Paulo, a diretora da CVM Marina Copola, sem citar o Banco Master ou Vorcaro, disse que a autarquia já está se movimentando.

Segundo ela, há muita coisa que a instituição pode olhar internamente para fazer um diagnóstico, acrescentando que a CVM criou grupos de trabalho e trilhas para implementar melhorias de procedimentos internos.

Mas existe uma grande pergunta que paira sobre nós: como dar mais efetividade para o sistema como um todo para a proteção dos investidores em particular?, indagou Copola.

Por sua vez, o CEO do DeFiBank, fintech brasileira focada na conexão entre os mercados tradicionais e de criptomoedas, acredita que o principal problema em casos como o do Banco Master é a falta de transparência.

Situações envolvendo instituições financeiras e questionamentos regulatórios expõem fragilidades estruturais do sistema atual, especialmente quando a verificação de informações depende de relatórios centralizados ou processos de auditoria que muitas vezes são lentos e opacos, explicou Leandro Baccari.

Na avaliação dele, esse tipo de episódio acaba reforçando justamente um dos grandes potenciais da tecnologia blockchain: a transparência e a rastreabilidade dos dados. Em modelos de tokenização de ativos ou mecanismos de reporte on-chain, as informações ficam registradas de forma pública, auditáveis ​​e praticamente imutáveis, reduzindo significativamente o risco de missão, manipulação ou transferência de dados.

O mundo caminha cada vez mais para estruturas onde a confiança não depende apenas de intermediários, mas de sistemas verificáveis ​​por qualquer participante. Nesse contexto, a tokenização de ativos e o uso de blockchain podem representar um avanço importante não apenas para o mercado de criptografia, mas também para setores tradicionais como o financeiro, auditoria e governança de ativos, completou.

Enquanto isso, o Banco Central anunciou a liberação do ambiente de testes para o envio do documento C212, que obriga as exchanges e todos os assuntos de serviços de ativos virtuais a reportar diariamente determinadas transações com criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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Fontecointelegraph

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