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A BitGo anunciou o lançamento de seu IPO nos Estados Unidos, buscando captar até US$ 201 milhões e alcançar uma avaliação de US$ 1,96 bilhão. O movimento ocorre em um momento em que o mercado de criptografia consolida ganhos institucionais, com Bitcoin negociado acima de US$ 92.000 e alta de 3,1% nos últimos 7 dias, sustentado por fluxos positivos em ETFs. No panorama do fundo, as empresas criptográficas voltam a testar o mercado de capitais após dois anos de retração no segmento de IPOs.

O que está por trás do IPO da BitGo?

A BitGo protocolou seu pedido de abertura de capital junto à SEC oferecendo cerca de 11,8 milhões de ações a um preço estimado entre US$ 15 e US$ 17. Segundo a Reuters, a operação pode levantar até US$ 201 milhões, avaliando a empresa em US$ 1,96 bilhão. Para o investidor, isso sinaliza que o mercado começa a precificar a custódia criptografada como infraestrutura crítica, não apenas como serviço acessório.

Fundada em 2013, a BitGo administra mais de US$ 90 bilhões em ativos sob custódia, número que importa porque custodiantes são o elo de segurança para fundos, ETFs e tesourarias corporativas. Quanto maior o volume sob custódia, maior a confiança institucional e a recorrência de receitas. Em termos simples, o BitGo ganha escala à medida que o capital mais tradicional entra no mercado criptográfico.

BitGo e a corrida pela adoção institucional

O IPO coloca a BitGo no centro da narrativa de adoção institucional de criptografia, ao lado de corretoras específicas como Coinbase e de players tradicionais como BNY Mellon. De acordo com o Finance Yahoo, a empresa registrou US$ 4,19 bilhões em receita no primeiro semestre de 2025, um salto anual expressivo que reforça sua tese de crescimento.

Esse avanço acontece paralelamente ao crescimento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum, que interrompem a custódia acumulada para bilhões de dólares em ativos. Para os comerciantes, o dado é relevante porque a maior infraestrutura institucional tende a reduzir riscos sistêmicos, trazendo prejuízos de incerteza que afetam o preço no longo prazo.

Como isso afeta investidores brasileiros?

No Brasil, o timing do IPO chama atenção porque o Banco Central passará a exigir capital mínimo entre R$ 18,6 milhões e R$ 37,2 milhões de corretoras e custodiantes a partir de fevereiro de 2026. Esse acordo regulatório favorece empresas bem capitalizadas e pode acelerar consolidações. Para o investidor brasileiro, isso significa um aumento potencial de segurança, mas também menos jogadores pequenos no mercado.

Além disso, o sucesso do BitGo nos mercados públicos pode servir de referência para empresas criptográficas nos mercados públicos, influenciando a avaliação e o acesso a capitais de companhias com operações no Brasil. Em termos práticos, os padrões globais de conformidade tendem a chegar mais rápido ao mercado local.

Quais são os riscos e contrapesos?

Apesar do otimismo, o IPO não elimina riscos. O mercado de custódia enfrenta concorrência crescente de bancos tradicionais e margens pode ser pressionado. Além disso, qualquer mudança regulatória nos EUA pode afetar receitas futuras, algo que os investidores precisam monitorar com atenção.

O IPO da BitGo, portanto, é menos sobre preço imediato e mais sobre estrutura de mercado. Se bem-sucedido, reforce a narrativa de amadurecimento do setor; se frustrar expectativas, pode esfriar temporariamente o apetite por novas listas criptografadas. Para investidores brasileiros, o recado é claro: a infraestrutura importa tanto quanto o preço.

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