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O Bitcoin caminha para registrar seu pior começo de ano da história. Cinquenta dias após o início de 2026, a criptomoeda acumula queda de 23%, segundo dados da Checkonchain. O ativo recuou cerca de 10% em janeiro e outros 15% em fevereiro, marcando a primeira vez em que o BTC apresenta dois meses consecutivos de perdas no começo de ano.

De acordo com dados da Coinglass, mesmo em anos historicamente negativos como 2015, 2016 e 2018 — quando janeiro teve quedas de dois dígitos — fevereiro acabou registrando recuperação. Caso o desempenho atual seja mantido, o Bitcoin também não terá seu pior período consecutivo de desempenho mensal desde 2022.

Indicadores cíclicos reforçam a magnitude do movimento. A Checkonchain aponta que, em anos particularmente negativos, o índice médio do Bitcoin após 50 dias gira em torno de 0,84 — uma referência utilizada por traders para medir a profundidade de correções dentro do ciclo. Atualmente, o BTC está em 0,77, sinalizando um drawdown (indicador que mede a maior queda de um ativo, desde o seu pico até o ponto mais baixo) mais intenso que o padrão histórico.

A fraqueza ocorre na sequência de um ano já tentado: em 2025, o BTC acumulou queda de 17%, mesmo sendo um ano pós-eleitoral nos Estados Unidos — período que historicamente tende a superar o desempenho dos anos eleitorais e até mesmo de anos de alta consolidação. O contraste torna o momento atual ainda mais atípico sob a ótica estatística.

Histórico também mostra recuperação

Apesar do cenário negativo no curto prazo, análises históricas sugerem que as quedas prolongadas já serviram como base para movimentos expressivos de recuperação do Bitcoin. Levantamento recente destacou que ciclos anteriores com cinco meses consecutivos de baixa foram seguidos por altas de até 90% no período de um ano.

Em outras palavras, momentos de forte correção já funcionaram como pontos de inflexão para retomadas relevantes no preço do Bitcoin. A norma não garante reprodução, mas indica que movimentos extremos de baixa costumam estar associados a fases de exaustão vendedora.

Leia também: 5 meses de queda do Bitcoin já precederam alta de 90% um ano depois, mostra histórico

O Bitcoin já passou por diversos ciclos de queda ao longo de sua história, muitos deles marcados por mudanças macroeconômicas, contratos públicos ou eventos específicos do setor criptográfico. Ainda assim, sem horizonte de longo prazo, o ativo mantém trajetória de valorização estrutural.

Para os investidores, o momento atual reforça o dilema clássico do mercado criptográfico: o prazo curto é dominado pela volatilidade e sentimento, enquanto o prazo longo costuma ser guiado por ciclos mais amplos de adoção e liquidez.

Se 2026 começou como o pior da história para o Bitcoin, os próximos meses dirão se o movimento será lembrado como o início de um ciclo mais profundo de baixa ou como mais um capítulo de correção antes de uma eventual recuperação.

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Fonteportaldobitcoin

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