strategy-compra-mais-bitcoinAs 100 maiores Bitcoin Treasury Companies do mundo. Fonte: <a href="https://bitcointreasuries.net" target="“_blank”" rel="“noopener”">Bitcoin Treasuries</a>.

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O CEO da Strategy afirmou que o Bitcoin só colocaria o balanço da empresa em risco se despencasse para US$ 8.000 e permanecesse nesse nível por cinco a seis anos. A declaração veio enquanto o BTC recuava 9% em 24h, negociado a US$ 64.833, ampliando a pressão sobre empresas com grande exposição ao ativo. O comentário ocorre em meio a um mercado mais cauteloso, com saídas de capital institucional e maior aversão a risco.

No mesmo período, o Bitcoin opera abaixo das médias móveis de 50 e 200 dias, enquanto o mercado digere fluxos negativos de ETFs e incertezas macroeconômicas globais.

Para investidores brasileiros, o movimento se reflete no par BTC/BRL entre R$ 406 mil e R$ 415 mil, aumentando a volatilidade de curto prazo.

O que está por trás da declaração da Estratégia?

Durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre, a Strategy obteve um prejuízo líquido de US$ 12,6 bilhões, impulsionado por perdas não realizadas com a queda do Bitcoin abaixo do preço médio de aquisição. Ainda assim, a empresa reforçou que seu modelo de tesoura é resiliente no longo prazo.

Segundo a administração, apenas um colapso de 90% no preço — levando o BTC a US$ 8.000 — faria com que as reservas de Bitcoin se igualassem à dívida líquida da empresa. Nesse cenário extremo, a Estratégia teria de considerar reestruturação ou emissão adicional de dívida ou ações.

A fala reforça a confiança na estratégia de acumulação, que já envolveu compras de Bitcoin da Estratégia mesmo em períodos de atualização importantes.

O que isso significa para investidores de Bitcoin?

No curto prazo, o Bitcoin segue técnicos técnicos. O RSI diário está em 18, sinalizando condição de sobrevenda, enquanto o MACD permanece negativo, diminuindo tendência ainda baixista. O suporte imediato está em US$ 87.210, com resistência psicológica em US$ 90.000.

Do lado institucional, os fluxos de ETFs à vista mostram desaceleração das saídas: US$ 278 milhões em janeiro de 2026, bem abaixo dos US$ 3,48 bilhões registrados em novembro de 2025. Isso sugere que a pressão do vendedor pode estar perdendo força.

Para o mercado brasileiro, a leitura é clara: quedas fortes do BTC impactam diretamente empresas especializadas e produtos financeiros expostos ao ativo, aumentando a pressão sobre ações da Estratégia e derivados relacionados.

Riscos reais ou FUD exagerados?

Além do preço, a Estratégia também aborda preocupações com computação quântica, possivelmente como risco de longo prazo, possivelmente acima de 10 anos. O argumento é que os avanços em criptografia resistentes à quântica já estão em desenvolvimento, diminuindo a ameaça estrutural ao Bitcoin.

Mesmo assim, os investidores devem considerar que a volatilidade permanece elevada e que questões adicionais não podem ser descartadas. Um rompimento abaixo de US$ 87.000 pode abrir espaço para testes mais profundos, enquanto uma recuperação acima de US$ 90.000 sinalizaria retomada de força compradora.

Em resumo, a mensagem da Estratégia reforça uma visão de longo prazo, mas não elimina riscos no curto prazo. Para investidores brasileiros, entender esses limites ajuda a calibrar a exposição, especialmente em um cenário em que o impacto do balanço do Bitcoin no balanço corporativo ganha cada vez mais relevância.

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