A alta que o Bitcoin vem apresentando em 2026 está ligada a fatores internos do mercadocomo agenda regulatória e aportes em fundos criptografados, e não como a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
A análise é de Rony Szuster, chefe de pesquisa do Mercado Bitcoin (MB), que como primeiro ponto lembra que a ação ocorreu na madrugada de sábado (3), enquanto a alta do Bitcoin se espalhava apenas na segunda-feira (5). Em um mercado aberto 24 horas por dia ou sete dias da semana, esse espaço mostra que a precificação está em outro lugar.
No momento da redação, o BTC registra alta de 7% na semana e é negociado na faixa dos US$ 94 mil.
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O impacto das leis e ETFs
“O fator determinante para o preço do Bitcoin no momento parece ser o Lei de Clareza de Mercadoprojeto de lei que deve ser votado no Senado americano entre janeiro e fevereiro. Esse marco regulatório é crucial para o setor”, afirma Szuster.
O projeto irá estabelecer regras gerais para o funcionamento do mercado de ativos digitais nos EUA, criando definições claras para os ativos, regras para empresas do setor e determinando os papeis dos agentes regulatórios como a SEC e o CFTC.
Além disso, o analista ressalta que o volume expressivo de entrada nos ETFs é outro fator: os ETFs de Bitcoin nos EUA tiveram entradas de US$ 697,2 milhões (R$ 3,7 bilhões) apenas na segunda-feira (5), o melhor dia desde o começo de outubro.
Outro ponto é o novo investimento da Strategy, que comprou mais US$ 116 milhões em Bitcoin neste começo de 2026.
“O preço atual é mais influenciado por esses fundamentos micro e por dados macroeconômicos — como o relatório de empregos desta semana — do que pela geopolítica isoladamente”, aponta o especialista.
Mercado já tinha evento precificado
Szuster explica que, embora eventos geopolíticos costumem gerar volatilidade nos mercados, o Caso venezuelano tem impacto limitado sobre o Bitcoin por se tratar de uma operação pontual, já amplamente antecipada pelos investidores.
Segundo o analista, a administração Trump vinha sinalizando há meses uma ação contra o governo de Nicolás Maduro, com o reposicionamento de ativos militares na região, o que fez com que o mercado precificasse o evento antes mesmo de sua execução.
Além disso, o analista destaca que não ocorreu um cenário de escalada militar prolongada (invasão terrestre ou ocupação contínua) que pudesse gerar uma fuga generalizada de ativos de risco. “O caso houve uma ocupação prolongada, o mercado buscaria refúgio em ações tradicionais mais seguras, como os títulos do Tesouro Americano”, diz.
Outro ponto levantado é que possíveis efeitos indiretos da mudança de regime na Venezuela, como uma possível retomada da produção de petróleo e impacto sobre a inflação global, são incertos e dependentes de uma série de variáveis políticas e econômicas.
“Por ter sido uma operação pontual, o mercado já precificou que não houve grandes desdobramentos, apesar do governo Trump mencionar a possibilidade de novos ataques, inclusive na Colômbia. Embora tais eventos sejam negativos, eles impactam o mercado de criptoativos de forma menos direta.”
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Fonteportaldobitcoin



