Ó Bitcoin (BTC) opera em uma faixa estreita nesta terça-feira (10), negociada em torno de US$ 69.200 (aproximadamente R$ 401.000), registrando uma queda marginal nas últimas 24 horas. O mercado permanece cauteloso e travado, aguardando a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, agora reagendado para a manhã desta quarta-feira. Para o investidor brasileiro, o cenário de espera reflete a incerteza global, com o preço da criptomoeda hesitando em retomar o patamar estratégico de US$ 70 mil antes de novos dados macroeconômicos.
O que explica a movimentação atual?
Em termos simples, o mercado de criptomoedas está “segurando a respiração” devido à incerteza econômica nos EUA. As autoridades da administração Trump, como o conselheiro Peter Navarro, sugeriram que os dados de emprego (payroll) de janeiro podem ser mais fracos do que o esperado. Historicamente, o Bitcoin demonstra alta sensibilidade a esses relatórios, pois eles ditam as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed).
Quando há recebimento de dados econômicos em ruínas, a aversão ao risco tende a aumentar momentaneamente. Como visto em análises recentes sobre o Fed e a pausa nos juros, as decisões de política fiscal funcionam como gatilhos diretos de volatilidade. Embora as taxas de juros mais baixas sejam teoricamente benéficas para o Bitcoin, a incerteza atual sobre a saúde da economia americana tem mantido os investidores institucionais na defensiva.
Quais níveis técnicos são importantes agora?
Segundo análise da empresa de dados CoinDesk e relatórios da Kaiko, o Bitcoin se aproxima dos níveis críticos do suporte. Traders observam com atenção a zona de US$ 67.500 (R$ 391.500) e o suporte psicológico de US$ 65.000 (R$ 377.000). A perda desses patamares poderia colocar em xeque a estrutura do ciclo de alta atual.
A empresa de negociação Wintermute destaca que o pagamento recente é guiado principalmente por derivativos alavancados, e não por uma demanda forte no mercado à vista (spot). Isso deixa o preço vulnerável a oscilações rápidas. Para entender o impacto dessa dinâmica, vale observar como uma semana ruim com alavancagem excessiva pode cair rapidamente não apenas o Bitcoin, mas puxa todo o mercado de altcoins, incluindo Ether (ETH) e Solana (SOL).
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para o investidor local, a combinação de volatilidade externa e a flutuação do câmbio exigem cautela redobrada. Curiosamente, o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA caiu, o que geralmente ajuda ativos de risco, mas o Bitcoin não acompanhou esse movimento, um explicado em detalhes nesta matéria sobre Bitcoin e Tesouro dos EUA.
A recomendação prática no momento é evitar alta alavancagem antes da divulgação dos dados de quarta-feira. Além de monitorar o preço, é essencial acompanhar as notícias políticas, visto que os movimentos de bastidores, como a influência de Kevin Warsh e a pressão sobre o Fed, continuam sendo determinantes para a trajetória de prazo médio do ativo. O investidor brasileiro deve estar preparado para oscilações bruscas que afetam diretamente a cotação em reais.
Considerações finais
Em resumo, o Bitcoin permanece travado em um intervalo de “descoberta de preço” abaixo de US$ 70 mil. O relatório de empregos desta quarta-feira (11) será o fiel da balança: dados muito fracos assustam o mercado, enquanto números dentro do esperado podem destravar a liquidez necessária para buscar novas máximas. A paciência é a melhor estratégia até que a poeira macroeconômica baixe.
Fontecriptofacil



