Bitcoin ETF

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O Bitcoin (BTC) enfrentamento dias decisivos, operando atualmente na faixa de US$ 68.200 (aproximadamente R$ 395.000). A principal criptomoeda do mercado registra quatro semanas consecutivas de saídas de capital via ETFs, mas dados históricos indicam que o ativo está a apenas 5% de atingir uma “zona de compra” crítica. Esse nível técnico, caracterizado por um recuo de 50% desde o topo histórico, tem servido historicamente como o gatilho para o início de novos ciclos de alta intensidade.

O que explica a movimentação atual?

Em termos simples, o mercado está pensando no peso da exaustão dos vendedores combinada com uma mudança no fluxo institucional. Desde que atingiu sua máxima histórica perto de US$ 110.000 em outubro de 2025, o Bitcoin entrou em uma correção prolongada. O principal fator para a queda atual são os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, que enfrentam sua maior sequência de desinvestimento desde o lançamento.

Segundo dados analisados ​​pela Stocktwits, o mercado vive uma repetição do cenário de medo visto no início de 2025, com bilhões de dólares saindo dos fundos. Esse movimento de “limpeza” aproxima o preço de um nível de suporte que pode marcar o fim da sangria, um cenário detalhado em nossa análise sobre como o Bitcoin busca evitar um baixo histórico mais profundo nas próximas semanas.

Quais níveis técnicos são importantes agora?

A atenção dos traders é voltada para a matemática dos ciclos passados. Uma análise sugere que comprar Bitcoin após um reembolso (drawdown) de 50% oferece historicamente uma taxa de acerto de 90% no ano seguinte, com retornos médios superiores a 120%.

  • Rebaixamento atual: O Bitcoin está com uma desvalorização na casa dos 40% a 45% desde o topo.
  • Zona de Compra: Para atingir a marca de -50%, o preço precisaria recuar para a faixa de US$ 55.000 (aprox. R$ 319.000).
  • Indicadores: O RSI (Índice de Força Relativa) atingiu níveis de sobrevenda que não eram vistos desde 2023, indicando que a pressão vendedora pode estar perto do fim, conforme aponta relatório do Investing.com.

Enquanto o varejo vende no pânico, dados on-chain revelam que grandes investidores estão se posicionando para absorver essa liquidez. Nossa análise técnica exclusiva mostra como essa dinâmica se reflete nos gráficos atuais: veja mais em Bitcoin hoje: análise de suporte e RSI. Além disso, a recente entrada de baleias durante picos de volatilidade reforça a tese de acumulação institucional nesses níveis.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, o momento exige frieza. Embora a desvalorização do real possa proteger parcialmente o valor nominal da carteira em BRL, a tendência global do ativo ainda é de correção. O sentimento do mercado atingiu níveis de “medo extremo”, uma métrica que, historicamente, antecede as melhores oportunidades de entrada, como explicamos no artigo sobre o mínimo histórico do índice Fear & Greed.

Entretanto, tentar adivinhar o fundo exato (o famoso “catch thefall knife”) é arriscado. A recomendação de especialistas sugere uma estratégia de compras fracionadas (DCA) para se aproximar da zona de suporte entre R$ 310.000 e R$ 380.000, evitando alavancagem excessiva enquanto a volatilidade permanece alta.

Em síntese

O Bitcoin está a apenas 5% de completar um padrão de correção de 50%, historicamente conhecido como uma “zona de compra” de alta probabilidade. Nas próximas semanas, os investidores deverão observar se os fluxos de saída dos ETFs cessam e se o suporte de US$ 55.000 (R$ 319.000) será defendido. Embora o cenário de curto prazo seja desafiador, os dados sugerem que estamos próximos de um ponto de inflexão possível para o próximo ciclo de alta.

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