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O avanço dos ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos está redesenhando a forma como investidores tradicionais se aproximam do Bitcoin e do Ethereum, segundo executivos e analistas do mercado financeiro. Durante o programa ETF Edge, da CNBC, representantes da indústria destacaram queapesar do crescimento acelerado desses produtos e da entrada significativa de capital institucional, o processo de adoção ainda está em seus projetos iniciais.

Um desses representantes é Jay Jacobs, head de ETFs da BlackRock, que afirmou que o movimento observado até agora representa apenas o começo da trajetória do Bitcoin dentro do sistema financeiro tradicional.

Segundo Jacobs, mesmo após captar reservas de bilhões de dólares desde o lançamento do ETF de Bitcoin da BlackRock, o IBIT, o mercado ainda está nos primeiros passos de um processo mais amplo de educação financeira. Ele destacou que muitos investidores e avaliadores passaram recentemente o acesso regulamentado a criptoativos por meio de ETFs, o que ampliou significativamente o público interessado.

Para o executivo, a discussão hoje vai além da simples exposição ao preço do Bitcoin e passa por entender como esse ativo pode se encaixar em uma carteira diversificada, como ele se comporta em diferentes ciclos de mercado e qual pode ser seu papel ao lado de ações e títulos de renda fixa.

A fala ocorre em um cenário em que a BlackRock se tornou uma das principais portas de entrada institucionais para o mercado criptográfico. Além do IBIT, focado em Bitcoin, a gestora também lançou o ETHA, ETF atrelado ao Ethereum, reforçando uma estratégia de oferta direta às maiores criptomoedas por meio de estruturas familiares ao investidor tradicional.

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A rápida adesão a esses produtos ajudou a legitimar o segmento de ETFs criptográficos nos Estados Unidos, especialmente após a aprovação regulatória que abriu caminho para esses veículos. No fim do ano passado, inclusive, ETFs de outras criptomoedas, como Solana e XRP, também foram lançados.

Confiança mesmo com volatilidade

Já Todd Rosenbluth, chefe de pesquisa da VettaFi, observou que o comportamento dos investidores nesses ETFs sinaliza uma mudança relevante em relação ao passado. Mesmo em um ano marcado por volatilidade no preço do Bitcoin, os produtos acompanham registrando forte captação de recursos, o que indica, segundo ele, um grau de confiança e compromisso de longo prazo por parte de investidores e avaliadores.

Na avaliação do analista, quem utiliza ETFs para acessar criptomoedas tende a tratar essa exposição como uma alocação estratégica alternativa, e não como uma aposta tática de curto prazo, permanecendo investido mesmo diante de oscilações acentuadas.

Para Rosenbluth, esse padrão reforça a ideia de que a “democratização” do acesso promocional pelos ETFs amplia uma base de investidores além da criptografia pública nativa. Uma estrutura regulada, negociada em bolsa e integrada às plataformas tradicionais teria restrições operacionais e psicológicas, permitindo que mais investidores considerassem o Bitcoin e o Ethereum dentro de uma lógica de portfólio mais ampla.

Para os especialistas, apesar do volume já movimentado e da visibilidade alcançada, o mercado de ETFs de criptomoedas ainda está longe da maturidade plena. Para a BlackRock, o desafio agora passa menos por lançamento de produtos e mais por educação, integração e compreensão do papel desses ativos em diferentes cenários econômicos.

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Fonteportaldobitcoin

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