O Banco Central irá considerar a presença de recursos ilícitos em corretoras de criptomoedas como fator para negar autorização de funcionamento às empresas do setor. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (8) por Gustavo Martins dos Santos, chefe do Departamento de Supervisão de Conduta (Decon) do Banco Central.
O executivo ressaltou que a origem do dinheiro que passa pelas corretoras de criptomoedas preocupa o órgão regulador e que esse temor se acelerou desde o meio do ano passado.
“Algo que está nos assustando bastante desde julho de 2025 é o aumento de incidentes cibernéticos envolvendo várias instituições, e recursos provenientes desses incidentes, depois de diversos níveis de passagem, acabam parando nas exchanges de criptomoedas”, disse Martin dos Santos, durante participação no Ignite 2026, evento anual organizado pela Fireblocks.
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Durante sua apresentação, o membro do Banco Central explicou quais pontos as empresas devem atender para receber o status de entidades reguladas com permissão para atuar no mercado. Foi neste contexto que ressaltou que essa entrada de dinheiro ilícito é algo que o BC vai levar em conta na hora das autorizações.
“Isso também é um aspecto que hoje, para aqueles que já funcionam, será considerado também na nossa avaliação”, disse.
Conforme aponta a Instrução Normativa do Banco Central 701/2026, as empresas deverão enviar ao BC um relatório demonstrando que cumprem com todas as exigências. Se o órgão não se manifestar, em 90 dias as companhias poderão operar de forma regulada. Se encontrar algo irregular ou não claro, o Banco Central informará e o processo será recomeçado.
As novas regras fazem parte do processo de regulamentação do setor, que estabelece 30 de outubro de 2026 como prazo final para que corretoras de criptomoedas cumpram as diretrizes do Banco Central. Após esses dados, as empresas que não atenderem aos requisitos poderão ser impedidas de operar no país.
O executivo do BC declarou uma postura firme com o setor e disse que “identifica uma imaturidade regulatória muito grande” nas empresas deste mercado. “Elas estão muito focadas no negócio e menos em controles, em gestão. Isso é uma coisa que nos preocupa bastante”, disse.
Entre as regras que o BC define para que as empresas possam operar como Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) estão: a implementação de mecanismos robustos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, a adoção de estruturas de governança e controles internos compatíveis com o porte da operação, a segregação adequada de recursos de clientes e da própria empresa, além do cumprimento de requisitos de transparência e reporte periódico de informações ao regulador.
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Fonteportaldobitcoin



