Negociado com dificuldade neste fim de semana, o XRP entra em uma zona crítica de decisão. O ativo está cotado abaixo de US$ 1,45 (aproximadamente R$ 8,40), nível que atuava como suporte psicológico importante. A atenção dos analistas se volta agora para as Bandas de Bollinger nos gráficos semanais, que indicam um aumento da pressão vendedora em um momento em que o mercado geral demonstra cautela.
O que explica a movimentação atual?
Em termos simples, as Bandas de Bollinger são um indicador técnico que ajuda a medir a volatilidade e identificar se um ativo está sobrecomprado ou sobrevendido. Quando as bandas se expandem (“abrem a boca”), isso geralmente sinaliza um aumento na volatilidade e a possibilidade de um movimento forte de preço. No caso atual do XRP, o preço é orientado a banda inferior, um comportamento conhecido técnico como “caminhar pelas bandas”. Isso sugere que os vendedores ainda estão sem controle e não mostram sinais de exaustão.
Historicamente, o mês de fevereiro tem sido solicitado para o token da Ripple, e a estrutura atual reflete isso. Para entender melhor o comportamento dos comprimidos antes de grandes movimentos, vale consultar uma análise técnica complementar sobre volatilidade mínima, que explica como esses períodos de calmaria muitas vezes precedem tempestades no mercado. Diferente de um rompimento falso, a persistência do preço na banda inferior raramente se resolve com movimentos menores.
Quais níveis técnicos são importantes agora?
A análise técnica aponta para uma batalha entre a defesa de suportes locais e a forte resistência dos meios móveis. Segundo a análise da U.Today, o cenário exige atenção aos seguintes patamares:
- Suporte Crítico: US$ 1,32 (R$ 7,65). Este é o limite inferior atual das Bandas de Bollinger semanais. Perder este nível pode abrir caminho para US$ 1,27.
- Principal Resistência: US$ 2,00 (R$ 11,60). A mídia móvel de 20 semanas atua como um “muro” que o XRP não consegue superar consistentemente desde o topo de 2025.
- Zona de Alerta: US$ 1,45 (R$ 8,40). O preço atual abaixo deste nível confirma a fraqueza do curto prazo.
Além disso, dados recentes indicam que o ativo pode estar testando suportes ligados a dados macroeconômicos, onde a atualização com o mercado tradicional pode intensificar ou aliviar a pressão do vendedor dependendo do sentimento global de risco.
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para o investidor no Brasil, a situação exige cautela redobrada. Com o XRP envia suportes importantes, a estratégia de “comprar a queda” (buy the dip) pode ser arriscada se não houver transmissão de reversão. É fundamental observar não apenas os gráficos, mas também o desenvolvimento de fundamentos, como a recente parceria institucional envolvida a Ripple, que pode servir de ocorrência para contrariar a tendência técnica de baixa.
Outro ponto relevante é a liquidez e as opções de manobra. Plataformas disponíveis no Brasil, como a Coinbase, têm ampliação da utilidade do token por meio de novos serviços de empréstimos envolvendo XRP, ou que podem oferecer alternativas para detentores de longo prazo que não desejam realizar prejuízos no mercado à vista (spot). No entanto, a exposição cambial (BRL/USD) deve ser sempre considerada na gestão de risco.
Em resumo, o XRP encontra-se em um momento delicado, “caminhando” sobre a linha tênue do suporte de US$ 1,32. Se os compradores não defenderem essa região com clareza nos próximos dias, o risco de uma correção mais profunda até US$ 1,27 aumenta consideravelmente. Os investidores devem monitorar o fechamento semanal das velas para confirmar se o suporte irá segurar ou ceder à pressão das Bandas de Bollinger.
Fontecriptofacil



