Uma baleia de Bitcoin desenvolveu uma carteira dormente por mais de 12 anos e movimentou 909 BTC, hoje avaliada em US$ 84 milhões, para um novo endereço. O movimento chamou a atenção do mercado enquanto o BTC era negociado perto de US$ 92.000, com leve alta de 0,8% nas últimas 24h. A ativação ocorre em um contexto de preços elevados desde 2025, quando o Bitcoin passou a atrair novamente carteiras antigas com grandes ganhos não realizados.
O que aconteceu com a carteira de Bitcoin dormente?
Segundo dados rastreados por Whale Alert e Lookonchain, a carteira BTC acumulada em 2013, quando o preço era inferior a US$ 7. Isso representa um ganho não realizado superior a 13.000%, ilustrando por que movimentos desse tipo geram recebimento de pressão vendedora.
Importante destacar que os 909 BTC não foram enviados para exchanges, o que reduz, por agora, o risco de venda imediato. Em termos simples, a transferência pode ser apenas uma declaração de segurança, prática comum entre baleias de criptomoedas após longos períodos de inatividade.
Como o mercado de Bitcoin reagiu no curto prazo?
No momento do movimento on-chain, o Bitcoin operou a US$ 92.000, acumulando alta de 3,4% nos últimos 7 dias e avanço de cerca de 68% em 12 meses. O volume diário ficou próximo de US$ 28 bilhões, proporcionando liquidez suficiente para absorver ruídos pontuais sem grandes distorções de preço.
No gráfico diário, o RSI está em 58 pontos, sinalizando força moderada sem sobrecompra. O MACD segue positivo, com histograma em expansão, enquanto o preço se mantém acima das médias móveis de 50 dias (US$ 88.500) e 200 dias (US$ 74.200). Os principais suportes estão em US$ 90.000 e US$ 85.000, com resistência relevante em US$ 95.000.
O que isso significa para investidores brasileiros?
Para quem investe no Brasil, esse tipo de evento funciona mais como alerta do que como gatilho de venda. Historicamente, grandes ativações de carteiras antigas só impactam o preço quando os BTC chegam às exchanges, o que ainda não ocorreu neste caso.
Além disso, o panorama de fundo segue construtivo, com fluxo institucional via ETFs de Bitcoin e crescimento do uso do ativo em estruturas de Bitcoin institucionais. Esses fatores ajudam a compensar eventuais vendas pontuais de baleias.
Quais são os riscos e o contraponto?
O principal risco é uma mudança rápida de cenário caso esses BTC sejam enviados para corretoras, o que poderia aumentar a oferta no curto prazo. Em 2025, mais de 62.800 BTC saíram de carteiras com mais de sete anos de idade, alta de 121% em relação ao primeiro trimestre de 2024, segundo dados compilados pelo MarketWatch.
Por outro lado, o histórico mostra que nem toda ativação resulta em venda. Para traders, o mais prudente é monitorar o fluxo para exchanges e respeitar os níveis técnicos relatados, evitando decisões baseadas apenas em manchetes.
Em resumo, a movimentação da baleia adiciona volatilidade de curto prazo, mas não altera a estrutura principal do mercado. Enquanto o Bitcoin se mantive acima de US$ 90.000 e sem influxo desses BTC nas exchanges, o episódio tende a ficar mais no campo do ruído do que de uma versão de tendência.
Fontecriptofacil



