A opção de dolar investimentos e patrimônio está se tornando cada vez mais popular entre os brasileiros. O principal motivo dessa busca é que o dólar seja uma das formas mais eficazes de proteção contra instabilidades do mercado financeiro, ajudando a preservar o poder de compra e a reduzir a exposição à fragilidade do real.
Até pouco tempo atrás, porém, a população brasileira contava com poucas alternativas para se dolar. As opções se resumiam basicamente à compra de moeda em espécie (para ser guardada em casa ou em cofres) ou ao envio de recursos para o exterior, um processo geralmente burocrático, caro e restrito a quem conseguia abrir uma conta fora do país.
Esse cenário começou a mudar com o surgimento de fintechs que passaram a oferecer contas internacionais a clientes brasileiros. Nessas plataformas, é possível depositar reais e convertê-los em dólares de forma relativamente simples. Ainda assim, esse modelo envolve custos relevantes, como impostos e taxas, que reduzem a eficiência da dolarização.
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O passo seguinte dessa evolução veio com o mercado de criptomoedas. Nesse contexto, surgiram as stablecoins, que são tokens digitais lastreados em moedas fiduciárias, como o dólar, e que mantêm paridade com esses ativos. Isso permite que os investidores comprem com facilidade ativos como USDT e USDC, mantendo um patrimônio dolarizado com alta liquidez e sem a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Hoje, diante de um mercado que oferece diversas alternativas, os brasileiros precisam avaliar com cuidado qual é a melhor forma de dolar seu patrimônio. Mais do que apenas preservar o poder de compra, a tendência é que a busca passe também por estratégias capazes de gerar rendimento sobre os dólares alocados.
Ó Portal do Bitcoin analisa abaixo cinco opções disponíveis para brasileiros que desejam comprar e manter dólares:
Dólar em conta internacional
A compra de dólares por meio de contas internacionais está sujeita à incidência de IOF de 3,5% para cada operação feita pelo cliente.
Além disso, há também a cobrança do spread cambial, que corresponde à diferença entre o valor que uma instituição financeira paga pela moeda americana e o valor que ela cobra para vender-la. Essa representa diferença no lucro da instituição na operação de compra e venda de dólares.
Atualmente, o spread costuma variar entre 1% e 5%, dependendo da instituição financeira e do tipo de operação realizada, como remessas internacionais, pagamento de fatura de cartão com compras no exterior ou transferências. Uma pesquisa feita pelo Portal do Bitcoin mostrou que o spread para a compra de dólares estava em 2% em uma conta famosa internacional para brasileiros e em 0,9% em outra instituição também popular.
Outro ponto importante é que o dinheiro mantido em dólar nessas contas tende a ficar parado, perdendo valor ao longo do tempo devido à inflação, ainda que em um ritmo menor do que o aplicado em outras moedas fiduciárias.
Além disso, o envio de dólares para o exterior, ou do exterior para o Brasil, precisa ser realizado por meio de bancos ou fintechs, o que envolve burocracias adicionais, exigência de autorizações e custos operacionais.
Dólar físico
A compra de dólar em espécie é uma das formas mais antigas de dolarização, mas também uma das mais arriscadas. Ao optar por manter o dinheiro físico, o investidor fica exposto a perdas irreversíveis em casos de roubo, furto, extravio ou até danos ao papel-moeda, como incêndios e enchentes. Diferentemente dos valores mantidos em instituições financeiras, não há qualquer mecanismo de proteção ou ressarcimento.
Outro ponto relevante é a dificuldade de comprovação da origem dos recursos. Em operações futuras, os detentores de dinheiro podem ser obrigados a explicar as instituições financeiras ou autoridades a procedência dos dólares em espécie, o que nem sempre é simples, especialmente se a compra ocorrer há muito tempo ou sem documentos adequados.
Além disso, a compra de dólares financeiros em casas de câmbio envolve o custo de 3,5% de IOF sobre cada operação de compra e o custo do spread cambial.
Por fim, o dólar físico não gera qualquer tipo de rendimento e permanece sujeito à perda de valor ao longo do tempo devido à inflação, tornando essa alternativa pouco eficiente como estratégia de longo prazo para preservação e crescimento de patrimônio.
Dólar em stablecoins
A compra de stablecoins é hoje uma das formas mais práticas e acessíveis de dolarização para brasileiros. Por se tratarem de tokens digitais atrelados ao dólar, como USDT e USDC, essas transações geralmente não estão sujeitas à cobrança de IOF, o que torna o processo mais eficiente do ponto de vista tributário quando comparado ao câmbio tradicional. Também não existem custos de spread cambial.
Outro grande benefício é a praticidade. As stablecoins podem ser compradas rapidamente em corretoras locais, usando reais, e movimentadas de forma quase instantânea para qualquer lugar do mundo, sem a necessidade de intermediários bancários. Isso facilita transferências internacionais, pagamentos e custódia de patrimônio fora do sistema financeiro tradicional, com custos geralmente baixos e de alta liquidez.
Por outro lado, manter stablecoins de forma “passiva” não gera rendimento. Assim como o dólar parado em conta bancária, esses ativos permanecem sujeitos à perda de valor ao longo do tempo devido à inflação americana. Ou seja, embora sejam eficientes para proteção cambial e monetária, as stablecoins, por si só, não são uma solução para quem busca rentabilidade em dólar.
Dólar em renda fixa internacional
Uma alternativa para dolarizar recursos é investir em produtos financeiros internacionais, denominados em dólar. O brasileiro pode fazer isso por meio de fundos de investimento, compra de ETFs ou aplicações em renda fixa internacional.
Nesses casos, o IOF é de 1,1%, inferior ao cobrador na compra direta de moeda, justamente por se tratar de uma operação com natureza de investimento. O spread fica em torno de 1,5% e o ganho proporcional estimado num período de três meses é de 1%.
Além disso, quem opta por esse método precisa arcar com taxas de administração, atender a valores mínimos de aplicação, lidar com menor liquidez e aceitar que os resgates podem levar alguns dias após a liquidação do investimento.
Dólar Digital Turbinado
Agora começaram a surgir opções de ter o dólar digital em formato de stablecoins com o dinheiro rendendo em dólares. Neste início de 2026 o Mercado Bitcoin (MB) renovou o produto “Renda Passiva com Dólar Digital” no qual os transportes em dólar rendem 10% ao ano por três meses, sendo uma opção mais lucrativa no momento.
Com esse produto, a compra é feita com reais, não é necessária uma conta internacional, não há cobrança de IOF e de spread cambial, não existe taxa de administração e o cliente tem a possibilidade de receber recompensas diárias.
O resgate pode ser feito de forma imediata e o ganho proporcional estimado em três meses é de 2,5% sobre o valor reservado em dólares digitais.
Esse retorno é possível pelo fato de os dólares serem alocados em protocolos de Finanças Descentralizadas (DeFi) que pagam recompensas por receberem os ativos que os fornecem liquidez.
Vale ressaltar que as recompensas podem oscilar, já que as plataformas DeFi calculam as recompensas com base na oferta e demanda dos ativos dentro dos protocolos. Isso pode gerar variações no dia a dia, mas no acumulado de um ano, os ganhos tendem a ficar em 10% ao ano com essa operação do MB.
Após o período promocional de três meses, as alocações passam a seguir as condições padrão da Renda Passiva com Dólar Digital, com ganhos estimados de até 5% ao ano, de acordo com as condições do mercado.
A renda passiva obtida com stablecoins é considerada rendimento tributável obtido no exterior.
Comparação de cada modalidade
| Modalidade | IOF | Espalhar | Rendimento em 3 meses | US$ 1.000 aplicados viram? |
|---|---|---|---|---|
| Dólar conta internacional | 3,5% | 1% | Não rende | US$ 955,00 |
| Dólar físico | 3,5% | 1% | Não rende | US$ 955,00 |
| Dólar em stablecoins | Isento | Não há | Não rende | US$ 1.000,00 |
| Dólar renda fixa internacional | 1,1% | 1,5% | 1% | US$ 1.010,00 |
| Dólar Digital Turbinado do MB | Isento | Não há | ≈ 2,41% | US$ 1.024,11 |
Comparativo das formas de dolarização para brasileiros
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Fonteportaldobitcoin



