CEO da SafeMoon pega mais de 8 anos de prisão por esquema classificado como roubo

As fintechs na Argentina receberam especificamente a possibilidade iniciada de permitir que os trabalhadores depositassem suas atualizações em carteiras virtuais (cripto). No entanto, os parlamentares retiraram esse trecho do projeto, na medida em que visam o favorecimento aos interesses dos bancos tradicionais.

Nas negociações para ampliar o apoio ao texto, o partido do presidente Javier Milei aceitou excluir o artigo, apesar das pesquisas mostrarem que a maioria expressiva da população prefere ter liberdade para decidir onde os vencimentos serão depositados.

Patrocinado

Patrocinado

Desconfiança em bancos, estímulo à adoção de carteiras digitais

Atualmente, a legislação argentina determina que os requisitos sejam depositados em contas bancárias tradicionais. Apesar dessa obrigação, a adoção de carteiras digitais no país cresceu de forma expressiva nas últimas décadas.

Esse avanço reflete, em parte, o acesso restrito ao sistema bancário. Pesquisa do Banco Central em 2022 revelou que apenas 47% da população tinha conta no banco, índice influenciado pela desconfiança em relação aos métodos convencionais.

As crises financeiras recorrentes, como o congelamento de depósitos (“corralito”) de 2001, a inflação persistente e as restrições frequentes ao acesso a recursos minaram a confiança pública nos bancos e transferiram a busca por dinheiro em espécie e reservas atreladas ao dólar.

Assim, carteiras digitais gerenciadas por fintechs e operadas por provedores de serviços de pagamento não bancários ampliam o acesso a serviços financeiros em todo o país.

Plataformas como Mercado Pago, Modo, Ualá e Lemon estão entre as mais usadas atualmente. Muitas pessoas sem acesso ao sistema bancário tradicional recorrem a esses aplicativos como porta de entrada para o sistema financeiro digitalizado.

Por esse motivo, as lideranças do setor fintech apoiaram a proposta de permitir o depósito de financiamento diretamente em carteiras virtuais. Entretanto, o artigo foi suprimido pela reforma trabalhista antes mesmo de ser debatido no Congresso Nacional.

Patrocinado

Patrocinado

“A exclusão do Artigo 35 da reforma trabalhista eliminou a possibilidade de argentinos escolherem livremente onde receber suas negociações. Na prática, manteve-se a exigência de encaminhar os pagamentos pelo sistema bancário tradicional, após forte pressão do setor.

No entanto, a preferência popular já é clara: quase 75% das transferências no país são feitas via CVUs, usadas por carteiras digitais. Milhões só recebem seus vencimentos em bancos devido à regulamentação e depois transferem os valores para fintechs em busca de produtos melhores, custos reduzidos e maior rentabilidade”, afirmou Maximiliano Raimondi, CFO da Lemon, ao BeInCrypto.

Acordo político favorável aos bancos

Associações bancárias intensificaram o lobby nesta semana. Os representantes enviaram cartas a senadores influentes explicando os motivos para se oporem à permissão de depósitos salariais em carteiras digitais.

Os bancos argumentam que as carteiras digitais têm regulação insuficiente, trazem riscos sistêmicos potenciais e podem agravar a exclusão financeira.

“Eles não possuem estrutura regulatória, prudencial ou de supervisão equivalente aos bancos, e a aprovação dessa medida geraria riscos legais, financeiros, patrimoniais e sistêmicos que afetariam diretamente os trabalhadores e o funcionamento do sistema financeiro”, declarou o Banco Provincia, referência no setor argentino, em nota oficial.

Organizações do setor fintech contestaram, dizendo que essas discussões são infundadas.

“Todos os Provedores de Serviços de Pagamento (PSPs) são fiscalizados e regulamentados pelo Banco Central da Argentina (BCRA)”, afirmou Maximiliano Raimondi, CFO da Lemon, em nota. “As carteiras digitais abriram portas para serviços financeiros a milhões de pessoas que puderam criar contas virtuais de forma fácil e gratuita, com acesso a soluções superiores.”

Segundo estudo recente da consultoria Isonomía, nove em cada dez argentinos gostariam de escolher onde depositar seus contratos. A tendência é acentuada entre trabalhadores autônomos e informais. O levantamento também revelou que 75% da população já utiliza carteiras digitais diariamente.

No fim, o setor bancário saiu vitorioso antes que o projeto chegasse à votação no Senado. Conforme reportagens, o governo decidiu retirar o artigo para evitar desgastes com os bancos e aumentar as chances de aprovação do texto final.



Fontebeincrypto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *