Emirado Trump WLFI

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Uma empresa ligada aos Emirados Árabes Unidos adquiriu discretamente 49% da World Liberty Financial, companhia criptografada da família Trump, em um acordo de US$ 500 milhões firmado antes da posse presidencial em janeiro de 2025. O movimento veio em meio a um mercado fragilizado, com o Bitcoin caindo 40% do topo histórico de US$ 126.000 para a região de US$ 75.000, nível que mantém o vendedor abaixo de US$ 90.000. A revelação ocorre enquanto os investidores monitoram os riscos regulatórios globais e o papel crescente do Oriente Médio como polo de blockchain.

O que está em jogo no investimento dos Emirados?

Na prática, o acordo tornou-se a família Trump sócia de um fundo associado ao assessor de segurança nacional dos Emirados, Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, com direito a assentos no conselho. Para o mercado, o ponto central é a possível sobreposição entre interesses privados e decisões de política externa, algo que pode influenciar o ambiente regulatório criptográfico nos EUA. Esse debate ganha peso à medida que projetos como a stablecoin ligados a Trump ampliam escala e visibilidade.

Além da participação acionária, outra operação chamou atenção: o uso de US$ 2 bilhões em uma stablecoin da World Liberty para financiar investimentos, o que colocou a empresa entre as maiores emissoras globais. Stablecoins mantêm paridade de US$ 1 e são críticas para liquidez do mercado; quando equipamentos em poucos emissores, elevam o risco sistêmico. Para investidores brasileiros, isso é importante porque as mudanças regulatórias nos EUA tendem a refletir rapidamente nos preços e no acesso local.

Impacto regulatório e reflexos no preço do Bitcoin

O noticiário político adiciona pressão a um Bitcoin técnico enfraquecido. No gráfico diário, o RSI está em 42 pontos, sinalizando momentum ainda negativo, enquanto o MACD segue abaixo da linha de sinal. O preço fica abaixo das médias móveis de 50 dias (US$ 94.500) e 200 dias (US$ 102.000), com suporte imediato em US$ 75.000 e resistência chave em US$ 90.000.

Apesar disso, os fluxos institucionais mostram desaceleração nas saídas: ETFs spot de Bitcoin registraram resgates de US$ 278 milhões em janeiro de 2026, bem abaixo dos US$ 3,48 bilhões de novembro de 2025 (dados de fluxo institucional). Menos vendedor pressão sugere que parte do risco já está sem preço, mesmo com o ruído político.

Como isso afeta investidores brasileiros?

No Brasil, o BTC/BRL oscilou entre R$ 404.000 e R$ 406.000 em 2 de fevereiro, fica relevante frente aos R$ 444.000 vistos em 30 de janeiro. A volatilidade cambial amplifica movimentos globais, exigindo gestão de risco mais ativa. Ao mesmo tempo, a CVM segue atenta a stablecoins e plataformas estrangeiras, ou que conecta o debate EUA–Emirados ao ambiente local.

Há também o contraponto: projeções otimistas permanecem no radar, com casas como a Bernstein apontando potencial de US$ 200.000 para o Bitcoin até 2026 (estimativas de longo prazo). No curto prazo, porém, a combinação de incerteza política, preço abaixo de resistências técnicas e sensibilidade regulatória recomenda cautela. Para traders e investidores brasileiros, o cenário pede atenção redobrado aos níveis técnicos e às políticas de Trump e criptografia, além do avanço da criptografia no Oriente Médio.

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