A Justiça dos Estados Unidos condenou o fraudador Noman Saleem (39) a quinze meses de prisão na terça-feira (23), após o homem enganar diversas vítimas com falsas promessas de lucros em criptomoedas.
A juíza Deborah Chasanow também determinou três anos de liberdade de supervisão após o fim da pena atrás das notas.
Saleem fingiu ser um influenciador com milhares de seguidores para atrair capital de pessoas inexperientes no setor.
O esquema do incidente quebrou perdas financeiras superiores a US$ 1,4 milhão para os cidadãos.
Agentes do governo americano recuperaram boa parte dos fundos desviados na forma de criptoativos e moeda fiduciária.
Prisão de falso influenciador expõe estratégia para roubo de criptomoedas
O cidadão transferiu o plano ilícito no mês de dezembro do ano de 2020. As ações fraudulentas seguiram ativas nos canais digitais até o mês de março de 2021.
Ninguém utilizou o aplicativo de mensagens Telegram para criar comunidades com investidores em busca de dicas financeiras. Ele oferece acesso a um grupo VIP mediante pagamento de taxas em criptomoedas.
O valor cobrado para entrar no espaço restrito chegou a US$ 600 em transferências criptográficas.
Assim, os participantes pagantes acreditavam conversar por texto com um especialista real e gabaritado no setor.
A estratégia de atração de vítimas promete rendimentos na faixa de 20% e, além disso, o golpista garante retornos passivos altos para os clientes que desejam investir fundos em suas carteiras.
Entenda os conceitos técnicos explorados pelos estelionatários
Os criptoativos funcionam por meio de chaves matemáticas de criptografia sem laços com os bancos centrais. Uma chave pública permite a visualização do endereço e a obtenção de recursos transferidos por qualquer pessoa.
O acesso ao dinheiro exige uma senha secreta chamada pelo mercado de chave privada. Os investidores precisam guardar este código sob forte proteção para evitar acessos indesejados e roubos de capital.
O modelo de rendimento passivo atrai muitos usuários com desejo de multiplicar o patrimônio.
A tática de travamento de saldo nas carteiras em posse do golpista exige a manutenção do dinheiro parado por um tempo determinado para gerar juros diários.
Noman, no entanto, parou de interagir com os clientes logo após receber as transferências das vítimas ludibriadas.
Por fim, o crime desapareceu com os recursos arrecadados sem alocar nenhuma fração nos mecanismos de rendimentos firmados em contrato. Agora, com sua prisão e denúncias de vítimas podem recuperar parte dos prejuízos.
Fonteslivecoins



