A SpaceX estreou no mercado público nesta sexta-feira (12) sob o ticker SPCX, com forte valorização e elevando o valor do mercado da companhia para mais de US$ 2 trilhões, no maior IPO já registrado.
A estreia consolidou o status de Elon Musk como o primeiro trilionário do mundo e redefiniu os parâmetros para grandes aberturas de capital na bolsa de Nova York.
Como foi a estreia da SPCX na Nasdaq
A listagem do SPCX marcou a entrada oficial de Elon Musk nos mercados públicos. A SpaceX é responsável pela fabricação de foguetes e desenvolvimento de internet via satélite com projetos como Falcon, Starship e Starlink. As ações abriram perto de US$ 150, bem acima do preço inicial de US$ 135 definido no dia anterior.
A partir daí, a valorização ganhou força. A SPCX chegou a atingir US$ 176 antes de fechar em torno de US$ 161. Assim, a sessão encerrou com alta aproximada de 19%. O volume negociado superou expressivos 480 milhões de papéis.
No pico da sessão, o valor de mercado ultrapassou brevemente US$ 2,3 trilhões. Esse patamar posicionou a SpaceX entre as companhias mais especiais específicas nos Estados Unidos logo no primeiro dia. Ao final do pregão na Nasdaq, a empresa figurava como a sexta maior em valor de mercado.
Os US$ 75 bilhões captados superaram o recorde da Saudi Aramco em 2019. Além disso, a companhia inovou ao adotar um modelo de preço fixo, dispensando o tradicional processo de formação de livro de ofertas visto em outras grandes aberturas de capital.
Investidores de varejo tiveram acesso a cerca de 20% da oferta. Com isso, a medida impulsionou forte demanda e volumes de negociação elevados. Enquanto isso, Musk acompanhava o toque da campainha remotamente. Já a presidente Gwynne Shotwell esteve presente na Nasdaq, na Times Square, comemorando a ocasião.
O que o salto da SpaceX representa para o mercado e para Elon Musk?
A conquista amplia a influência de Musk em diversos setores. Sua participação conjunta na SpaceX, Tesla e xAI elevou seu patrimônio para além de US$ 1 trilhão, com a fusão SpaceX-xAI prevista para fevereiro de 2026 unindo o domínio em lançamentos orbitais à ambição de infraestrutura em IA.
A avaliação da empresa se apoia em conquistas concretas. A SpaceX responde por mais de quatro quintos da massa orbital lançada globalmente nos últimos anos, resultado dos foguetes Falcon reutilizáveis, do programa Starship em rápida evolução e da expansão da constelação Starlink de banda larga.
O Starlink já soma milhões de assinantes e caminha para gerar receitas de bilhões anuais, garantindo fluxo de caixa recorrente. A diretoria projeta um mercado total de US$ 28,5 bilhões, incluindo lançamentos, conectividade global e centros de dados em órbita.
Apesar disso, o preço levanta questionamentos. A SpaceX informou receita de cerca de US$ 18,7 bilhões em 2025, porém prejuízo líquido próximo de US$ 5 bilhões, puxado pelo alto investimento em pesquisa e desenvolvimento da Starship e iniciativas em IA, resultando em preço-venda múltiplo superior a 100 vezes.
Analistas da Morningstar e da CFRA apontam inflação nas avaliações em relação aos fundamentos. Investidores otimistas fazem paralelo ao crescimento da Amazônia, priorizando potencial de longo prazo em um mercado que ainda busca histórias de transformação e expansão.
O próximo desafio chegará em breve. Espera-se que a SpaceX entre no Nasdaq-100 por meio de regras aceleradas, o que atrairá compras automáticas de fundos de índice e ETFs. Enquanto isso, ações de empresas rivais do setor espacial e de satélites já caíram expressivamente diante do risco de rotação.
O artigo SpaceX (SPCX) agita Wall Street com estreia que supera US$ 2 trilhões foi visto pela primeira vez no BeInCrypto Brasil.
Fontebeincrypto



