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O mercado de criptomoedas entra em junho em um momento de maior cautela, mesmo após sinais de recuperação em ativos de risco tradicionais. O Bitcoin começou a perder força depois de não conseguir sustentar uma retomada mais consistente para mais de US$ 80 mil, enquanto o cenário macroeconômico segue no centro das atenções, com investidores monitorando, guerra, juros nos Estados Unidos, inflação e os desdobramentos regulatórios no país.

Para os analistas ouvidos pelo Portal do Bitcoino mês tende a ser marcado por uma seleção ainda mais criteriosa de ativos. A leitura predominante é que, enquanto o Bitcoin não recupera zonas técnicas importantes, o capital deve continuar migrando de forma pontual para criptomoedas com fundamentos mais claros, geração de receita, uso real ou práticas próprias.

A equipe de Pesquisa da Coinext avalia que a aprovação da Lei Clarity nos Estados Unidos criaria um ambiente mais favorável para a participação institucional, especialmente em projetos ligados a DeFi, tokenização e infraestrutura. Já André Sprone, Head de Ibero-América da MEXC, destaca que junho será guiado pela primeira reunião do Federal Reserve sob o comando de Kevin Warsh, além de dados como folha de pagamento e inflação, que podem mexer com as expectativas de juros.

Nesse ambiente, nomes como Hyperliquid, NEAR, Aave, entre outras aparecem entre as criptomoedas para ficar de olho, além dos três pilares recorrentes do mercado: Bitcoin, Ethereum e Solana.

Confira abaixo as criptomoedas que são apostas dos analistas em junho:

Hiperlíquido (HYPE)

A Hyperliquid volta a aparecer como um dos principais destaques entre as recomendações para junho, depois de disparar 60% em maio. O token HYPE foi citado por diversos analistas como uma das teses mais fortes do momento, especialmente por sua capacidade de gerar receita mesmo em períodos de instabilidade do mercado.

Para André Franco, CEO da Boost Research, a Hyperliquid segue demonstrando força relativa “impressionante”, chegando a buscar novas máximas históricas mesmo em um ambiente de fragilidade mais amplo nas criptomoedas. Na avaliação dele, isso reforça a tese central do protocolo: enquanto houver volatilidade, a plataforma tende a continuar sendo usada, independentemente da direção dos preços.

A Hyperliquid é uma exchange descentralizada voltada principalmente para negociações de contratos perpétuos e derivativos. O diferencial é a combinação entre execução eficiente, baixas taxas e infraestrutura própria de blockchain, oferecendo uma experiência mais próxima às corretoras centralizadas, mas dentro de um ambiente on-chain.

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Vinicius Bazan, embaixador da OKX, afirma que o token tem sido beneficiado pela pressão compradora constante gerada pelas taxas do protocolo, criando uma dinâmica temporariamente deflacionária. Além disso, o lançamento de ETFs de HYPE na bolsa americana teria atraído capital relevante para o ativo.

A Coinext reforça essa leitura ao apontar que o Hyperliquid foi um dos poucos ativos a renovar máxima histórica em maio, mesmo com o Bitcoin ainda distante de seus registros. A casa destaca ainda o programa de recompra do protocolo, que direciona praticamente toda a receita da plataforma para a aquisição de HYPE no mercado aberto, criando uma pressão compradora contínua.

O Mercado Bitcoin também inclui o Hyperliquid entre suas recomendações, destacando o crescimento do volume de negociações, a geração de taxas dentro do ecossistema e a percepção de que a plataforma pode se consolidar como uma das principais infraestruturas descentralizadas para negociação financeira no mercado criptográfico.

Protocolo NEAR (NEAR)

A NEAR Protocol aparece como uma das apostas mais ligadas à narrativa de inteligência artificial on-chain. O projeto foi citado pela MB e pela Coinext como uma blockchain com potencial de valorização associado à expansão de aplicações descentralizadas, Web3, integrações multichain e infraestrutura para IA.

Segundo o MB, a NEAR busca tornar aplicações descentralizadas mais rápidas, baratas e simples de usar. A rede utiliza a tecnologia de sharding Nightshade para aumentar sua capacidade de processamento e vem ganhando destaque justamente pela combinação entre escalabilidade, usabilidade e foco em inteligência artificial.

A Coinext também mantém NEAR na lista de junho após o ativo ter se destacado em maio. A casa afirma que a rede implementou atualizações de privacidade e IA no fim do mês anterior e tem como principais acontecimentos imediatos o Dynamic Resharding, recurso previsto para junho que permite ajustar automaticamente a capacidade da rede conforme o volume de transações.

Na prática, a atualização funciona como uma espécie de ampliação dinâmica das “faixas” de uma rodovia. Quando o tráfego aumenta, a rede consegue dividir a carga em mais partes para realizar transações simultaneamente; quando diminuir, pode consolidar essa estrutura sem exigência manual de intervenção. Para a Coinext, isso reforça a posição da NEAR como uma infraestrutura relevante para IA descentralizada e aplicações cross-chain em larga escala.

Além disso, a casa destaca crescimento de mais de 120% no valor total bloqueado no ecossistema em 12 meses, avanço de 40% na atividade de desenvolvedores e um mecanismo em que taxas geradas via NEAR Intents passaram a ser convertidas programaticamente em tokens NEAR, criando uma fonte direta de compra no mercado aberto.

Aave (AAVE)

A Aave entra na lista de junho como uma das principais teses de DeFi com perfil mais defensivo. O protocolo, que permite empréstimos e tomada de crédito com criptomoedas sem intermediários, foi destacado pela Coinext por sua solidez, privacidade comprovada e crescente conexão com ativos do mundo real.

Segundo a casa, a divisão Horizon da Aave, focada em ações tokenizadas do mundo real, ultrapassou US$ 450 milhões em valor total bloqueado. Esse avanço mostra que o crescimento do protocolo passa a ser sustentado cada vez mais por uso real e menos por fluxo puramente especulativo.

A Coinext também avalia que o ambiente regulatório mais claro criado pela Lei Clarity pode beneficiar o DeFi institucional, destravando a entrada de tesourarias e fundos em protocolos com maior histórico de segurança e liquidez. A presença do AAVE na carteira da World Liberty Financial, com posição de aproximadamente US$ 6,6 milhões, também foi mencionada como sinal de alinhamento com fluxos relevantes de capital no ciclo atual.

Para junho, a tese é que o Aave pode se beneficiar caso a busca por rendimento, crédito on-chain e soluções institucionais de DeFi continuem avançando. Por isso, o ativo aparece como uma aposta menos especulativa dentro do universo de altcoins, reforçada em fundamentos, receita e adoção institucional.

Outras criptomoedas para ficar de olho

Além dos três destaques principais, os analistas citaram outras criptomoedas que podem ganhar relevância em junho por narrativas específicas. UM Elo de correntefoi lembrada por André Sprone como uma das principais infraestruturas para conectar dados off-chain a contratos inteligentes, especialmente em um ambiente de avanço regulatório e crescimento da tokenização de ativos do mundo real. O analista citou soluções como CCIP, Proof of Reserve e Data Streams, além de casos recentes de uso institucional.

UM Uniswap também entrou no radar de Sprone, impulsionada pela iniciativa UNIfication, que busca expandir mecanismos de taxas e queima de tokens para redes como BNB Chain, Polygon e Celo. Para o analista, a proposta pode fortalecer a relação entre uso do protocolo e captura de valor para o token UNI, uma crítica histórica feita ao ativo.

Vinicius Bazan, da OKX, citou Pendle como outro nome relevante para junho. O protocolo voltou a ganhar força como uma das principais avenidas de DeFi para exposição ao veículo STRC, lançado pela Strategy. Caso a demanda por ativos geradores de renda continue crescendo, o fluxo pode beneficiar o PENDLE.

Marcelo Person, da Foxbit, incluído Avalanche, Renderizar e Toncoin entre os ativos para acompanhar. A Avalanche aparece pela exposição à tokenização de ativos do mundo real e por sua capacidade de criar sub-redes personalizadas, o que fortalece a tese da rede como infraestrutura para empresas e mercados financeiros.

A Render segue ligada à narrativa de inteligência artificial, por oferecer poder computacional descentralizado para aplicações que desbloqueiam processamento gráfico e infraestrutura de IA. Já o Toncoin se beneficia da integração com o Telegram, com miniapps, pagamentos e serviços nativos que reforçam a tese de adoção em massa.

A Coinext também destacou Hedera como uma aposta em infraestrutura institucional. A rede, conhecida por seu conselho formado por grandes corporações globais, vem avançando em aplicações empresariais, IA e tokenização. A casa citou o lançamento do Agent Lab, apoiado pela criação de agentes independentes on-chain, e a integração da plataforma HashSphere por uma rede ligada às grandes seguradoras dos Estados Unidos.

As stablecoins também aparecem como parte importante da estratégia para o mês. Para Bazan, USDC e USDT não entram como tese de valorização, mas como caixa. Em um ambiente ainda incerto, com riscos geopolíticos e pressão inflacionária, manter a liquidez pode ser essencial tanto para proteger a carteira quanto para aproveitar oportunidades de compra em momentos de estresse.

Bitcoin, Ethereum e Solana

Mesmo com a atenção voltada para altcoins específicas, Bitcoin, Ethereum e Solana seguem como os principais ativos de referência para junho. O Bitcoin continua sendo a política central do mercado, mas os analistas apontam sinais de fragilidade no curto prazo. André Franco afirma que a perda da região dos US$ 75 mil mudou a técnica de leitura e aumentou a chance de continuidade corretiva, com possível retorno à faixa dos US$ 65 mil caso o ativo não recupere rapidamente a zona entre US$ 75 mil e US$ 78 mil.

André Sprone, da MEXC, também avalia que o BTC precisa recuperar com força a região dos US$ 80 mil para sinalizar uma retomada mais consistente. Acima desse nível, os US$ 90 mil voltariam ao radar. Caso o cenário macro piore, a faixa dos US$ 75 mil segue como suporte relevante. Para Marcelo Person, da Foxbit, o comportamento dos ETFs spot e o nível de dominância continuam sendo detalhes importantes para acompanhar, enquanto o MB reforça a tese de longo prazo do Bitcoin como reserva de valor, reforço por ampliação institucional e deficiência.

O Ethereum aparece como a principal infraestrutura institucional do mercado criptográfico. Para Sprone, o foco de junho é o próximo ciclo de atualizações da rede, especialmente o hard fork Glamsterdam, que pode escorregar para o terceiro trimestre, mas segue relevante para mirar aumento de capacidade, melhorias de eficiência e avanços na execução paralelamente. A Coinext também vê a atualização como acontecimentos importantes e destaca que o Ethereum continua sendo uma infraestrutura preferida para DeFi, tokenização e pagamentos digitais, com fluxos institucionais via ETFs e staking elevou o estresse à pressão vendedora.

A Solana, por sua vez, permanece como uma das teses mais claras de desempenho entre as grandes redes. Sprone destaca o upgrade Alpenglow, que entrou em testes com validadores em maio e promete reduzir significativamente a latência de comunicações, reforçando a posição da rede em pagamentos, negociação on-chain, DePIN, jogos e aplicações de consumo. O Mercado Bitcoin também aponta que Solana conta com mais de 240 aplicações descentralizadas, forte presença em DeFi e NFTs, possibilidade de ETF à vista com staking nos Estados Unidos e avanço de estratégias de tesouraria corporativa, fatores que podem sustentar a demanda pelo ativo no mês.

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Fonteportaldobitcoin

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