O Agentic Finance está ganhando grande projeção. Os agentes de IA já não se limitam a redigir relatórios ou sugerir ideias. Eles executam ordens de compra e venda, liquidam pagamentos e realizam transações em nome de usuários e empresas. O ritmo acelerou de forma expressiva em 2026.

Com o avanço da adoção, Jody Mettler, COO da BitGo, afirma que sob a ótica institucional, quatro controles precisam estar presentes em transações com agentes independentes.

Agentic Finance chega por todos os lados

Nas últimas semanas, diversos lançamentos de IA independentes aproximaram sistemas independentes de operações financeiras reais. O episódio mais recente foi o lançamento do Agentic.market pela x402 da Coinbase.

Trata-se de um mercado e camada de descoberta para o ecossistema comercial independente x402, permitindo a navegação humana entre serviços via interface web, enquanto agentes de IA encontram e integram autonomamente soluções por meio de um MCP. Oferece busca semântica, análises em tempo real e não exige abertura de contas.

Além disso, a empresa de software corporativo Aptean anunciou anteriormente o AppCentral, levando 10 agentes de IA para clientes do Microsoft Dynamics 365 nas áreas de finanças, cadeia de suprimentos, compras e produção.

A Basware lançou agentes de IA em sua plataforma de gestão do ciclo de vida de faturas, utilizando IA autônoma para transformar o processamento de notas e aproximar a automação total nas contas a pagar.

“O futuro envolve o agente financeiro, nenhuma entidade de IA transaciona em nome de empresas para gerar decisões mais rápidas, inteligentes e com resultados reais. Este é o futuro que buscamos criar na Basware e estamos preparando os clientes para isso hoje”, afirmou Jason Kurtz, CEO da Basware.

No mês passado, a Bybit lançou o Bybit AI Trading Skill Hub, com 253 APIs. A oferece solução uma experiência unificada de negociação via IA abrangendo dados de mercado, operações à vista e derivativos, além de gestão de contas e ativos.

A própria BitGo disponibilizou em 23 de março o servidor Model Context Protocol (MCP), oferecendo ferramentas de desenvolvimento de IA com acesso direto às suas documentação e APIs.

Essas iniciativas evidenciam uma mudança concreta: a IA independência está saindo do campo experimental para infraestrutura comercial e financeira real, posicionando agentes para transacionar, negociar e operar para empresas.

Ao mesmo tempo, uma pesquisa recente traz novos dados de demanda diante da onda de lançamentos de IA independentes. Segundo o relatório anual State of AI in Financial Services 2026, da NVIDIA, que reuniu mais de 800 profissionais do setor, 65% das empresas já utilizam IA, contra 45% um ano antes.

Além disso, 42% utilizam ou avaliam IA de forma autônoma, e 21% já implementam agentes de IA.

“Os sistemas de IA autônomos já direcionam transações às redes de pagamento mais otimizadas, ajustam interações em tempo real conforme os sinais dos emissores e determinam rotas de menos de 200 milissegundos, o que sistemas baseados em regras tradicionais não são iguais. O ponto forte é que cada ganho em pontos-base na taxa de autorização impacta diretamente a receita — a mensuração é objetiva”, avaliou Dwayne Gefferie, estrategista de pagamentos do Grupo Gefferie.

Pilares fundamentais para o agente financeiro institucional

Em entrevista ao BeInCrypto, Mettler reconheceu a inovação, mas fez ressalvas sobre riscos. Segundo ela, sob uma perspectiva institucional, as operações com agentes exigem controles rigorosos para evitar um ambiente desregulado.

“Estamos atentos e realmente empolgados com as possibilidades do futuro… mas não queremos uma crise financeira porque tudo vira um faroeste. É preciso importar controles sobre essas operações”, afirmou.

O primeiro ponto é a identidade. As instituições precisam saber quem ou o que está por trás de cada agente ativo em seus sistemas. O segundo são as permissões. Todo agente precisa de limites em relação ao que pode acessar, autorizar ou executar.

O terceiro aspecto envolve lógica de política e aprovação. É necessário definir que as ações sejam realizadas de forma autônoma e que dependam de validação humana. O quarto é a auditabilidade, ou seja, manter registro rastreável de todas as decisões dos agentes, garantindo que empresas e reguladores possam reconstituir eventos em caso de problemas.

“Todos estão entrando nesta nova era com certo otimismo, certo? Precisamos analisar até onde ela pode levar a infraestrutura financeira, mas também sobre os controles que ainda são necessários”, completou.

À medida que uma agência financeira se expande, esses quatro controles tendem a se tornar o parâmetro por quais novos sistemas serão avaliados.

O artigo BitGo apresenta quatro soluções para controlar agentes de IA nas finanças institucionais foi visto pela primeira vez no BeInCrypto Brasil.



Fontebeincrypto

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