(Foto/Reprodução)

O uso de criptomoedas como ferramenta financeira no dia a dia já é uma realidade para milhares de brasileiros que estudam Medicina na Argentina. É o que revela a quinta edição do relatório “Panorama Cripto na América Latina”, da Bitso, empresa líder na região em serviços financeiros digitais. Segundo o estudo, o par de negociação ARS/BRL (pesos argentinos / reais brasileiros) está entre os mais dominantes no Brasil, tendência que pode refletir o número crescente de brasileiros que vivem e estudam na Argentina.

O levantamento também mostra que 52% das transferências realizadas da Argentina para o Brasil são feitas por mulheres, evidenciando o protagonismo feminino na gestão de recursos internacionais, especialmente em um contexto de mobilidade acadêmica. Dados do Ministério das Relações Exteriores indicam que, dos mais de 90 mil brasileiros residentes na Argentina, cerca de 23 mil são estudantes universitários. Desses, mais de 20 mil estão matriculados em cursos de Medicina, o equivalente a 12% do total de estudantes da área no país, evidenciando a relevância desse grupo no contexto local.

Para ser público, os criptoativos desempenham um papel cada vez mais funcional na gestão financeira cotidiana. As transações, com valores médios entre 200 e 300 dólares, acompanham o custo de vida estudantil e são frequentemente utilizadas para cobrir despesas como aluguel, alimentação e mensalidades. Também há picos de entrega em períodos específicos, como após a coleta de remessas familiares, quando os valores são convertidos em stablecoins para preservação ou poder de compra.

A preferência por ações digitais mais frutíferas reforça esse comportamento. Ainda de acordo com o relatório, na Argentina, as stablecoins, como USDC e USDT, já representam 71% das compras de criptomoedas, refletindo a busca por proteção em um cenário de volatilidade cambial. Esse movimento acompanha uma tendência regional, visto que as stablecoins responderam por 40% de todas as compras na América Latina em 2025, superando o Bitcoin pela primeira vez e consolidando seu uso como alternativa prática de acesso ao dólar.

O contexto regional também evidencia a força desse mercado. Segundo estimativas da Chainalysis, a adoção de criptomoedas na América Latina aumentou 63% em 2025, destacando a expansão contínua da região como um dos mercados de crescimento mais rápido no mundo. Esse avanço é impulsionado, em grande parte, por uma base jovem, já que 29% dos usuários têm entre 18 e 24 anos, de acordo com a Bitso, reforçando a consolidação dos criptoativos como parte do comportamento financeiro das novas gerações.

“O que vemos na prática é que as criptomoedas estão se consolidando como uma ferramenta essencial para quem precisa lidar com transferências internacionais de forma recorrente, como é o caso de estudantes brasileiros na Argentina”, afirma Nicolás Alonso, Country Manager da Bitso no Brasil. “Além da agilidade, esses usuários encontram nas stablecoins uma forma de proteção contra a volatilidade cambial, o que torna o uso ainda mais relevante no dia a dia.”

Segundo Nicolás, esse movimento reflete uma transformação mais ampla no uso de criptoativos na região. “Estamos observando uma mudança estrutural na América Latina. O que antes era predominantemente um investimento especulativo hoje se consolida como uma solução financeira prática, inserida nas necessidades reais dos usuários”, finaliza o executivo.

O relatório reforça que a América Latina continua a se destacar globalmente não apenas pelo volume transacionado, mas pela velocidade de adoção e pela evolução no uso prático das criptomoedas, posicionando a região como um ambiente estratégico para inovação financeira.

Fonteslivecoins

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