Michael Saylor jogando xadrez contra urso. Fonte: Michael Saylor/X.

Os 780.897 bitcoins da Strategy, maior tesouraria de criptomoedas do mundo, voltaram a ficar no positivo nesta sexta-feira (17) após a criptomoeda superar a marca dos US$ 77.000 com a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Atualmente, o custo médio dessas moedas está em US$ 75.577. Embora a primeira compra tenha sido na faixa dos US$ 11.650, ainda em 2020, a empresa fez 28 transportes acima dos US$ 100.000, incluindo 220 moedas por US$ 123.561 cada.

Com a disparada do Bitcoin, as ações da Estratégia também acompanharam o movimento, chegando a subir 16,2% antes de um breve retorno, alcançando seu maior valor dos últimos 90 dias.

Estratégia volta a brilhar com valorização do Bitcoin

Enquanto muitas empresas pararam de comprar Bitcoin durante a baixa do mercado, um Estratégia melhorou fazendo esportes bilionários nos últimos mesesreduzindo seu preço médio por BTC.

A empresa de Michael Saylor se mostrou preparada para o bear market e aproveitou o momento de queda para acumular mais moedas. Fonte: Estratégia/Reprodução.

Como consequência, a empresa está com um lucro não realizado de US$ 1,5 bilhão no momento desta redação. No total, a Estratégia mantém quase 781 mil bitcoins na caixa, avaliados em US$ 60,5 bilhões na cotação atual.

Nas redes sociais, Saylor mantém um tuíte fixado desde o início do mês. Na postagem, o executivo afirma que “o Bitcoin venceu”.

“O consenso global é que o BTC é capital digital. O ciclo de quatro anos acabou. O preço agora é impulsionado pelos fluxos de capital. Crédito bancário e digital vão determinar a trajetória de crescimento do Bitcoin. O maior risco são ideias ruínas levando a mudanças iatrogênicas no protocolo.”

Michael Saylor, fundador da Strategy, está confiante de que o ciclo de quatro anos do Bitcoin foi rompido e a criptomoeda subirá em 2026. Fonte: X.

ETFs de Bitcoin se preparam para fechar segundo mês consecutivo com entradas

Ainda no nível institucional, os ETFs americanos de Bitcoin mostram que a demanda do mercado está aquecida. Após quatro meses de saídas, os fundos se preparam para fechar o segundo mês consecutivo com entradas.

ETFs de Bitcoin registraram entradas de US$ 1,32 bilhão em março e já registraram compras de outros US$ 954 milhões nas primeiras semanas de abril. Fonte: SoSoValue.

Dados diários revelam que a BlackRock está liderando a atenção dos investidores com o IBIT enquanto outros gestores registram saídas. Outro destaque é o MSBT, recém-lançado pelo Morgan Stanley.

Enquanto o IBIT registrou entradas de US$ 1,1 bilhão até então em abril, FBTC da Fidelity e GBTC da Grayscale tiveram saídas de US$ 186,8 milhões e US$ 150,2 milhões, respectivamente.

Já o MSBT, com as taxas mais baixas do mercado, aparece com entradas de US$ 116,3 milhões.

A BlackRock está liderando as entradas nos ETFs de Bitcoin em abril, seguida pelo Morgan Stanley. Fonte: Farside.

Momento ainda é de cautela

Embora o mercado esteja aliviado com a queda do petróleo, refletindo numa maior esperança de cortes de juros pelo Fed e outros bancos centrais, também é possível que a alta do Bitcoin tenha alcançado seu limite.

Isso porque a criptomoeda está dentro de um canal, assim como estava entre novembro e janeiro antes de cair para os US$ 60.000 em fevereiro.

Alta do Bitcoin pode ter atingido seu limite, assim como aconteceu em janeiro. Fonte: TradingView.

Na prática, a criptomoeda precisaria romper essa resistência e ficar acima da linha para confirmar que o bear market realmente acabou. Em outras palavras, o sentimento ainda é de cautela, apesar dos ganhos recentes.

Em março, Peter Brandt, trader com 51 anos de experiência, sugeriu que a criptomoeda está se preparando para uma queda devido a essa formação.

Por fim, as criptomoedas menores deverão acompanhar a tendência do Bitcoin, seja para cima ou para baixo.

Fonteslivecoins

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