A mineradora de Bitcoin de capital aberto, MARA, cortou sua força de trabalho em 15% pouco depois de vender o equivalente a US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) do principal ativo digital, confirmou a empresa após publicação da Blockspace Media.
Citando fontes próximas ao assunto, a publicação informou que os cortes envolveram funcionários em tempo integral de diversos departamentos e também podem impactar contratados da empresa.
“A MARA continua focada em executar nossa evolução estratégica de uma mineradora puramente de Bitcoin para uma empresa de energia e infraestrutura digital”, disse uma porta-voz da MARA ao Decrypt.
“À medida que nossa empresa evolui, nossas operações e onde focamos nossos recursos também precisam evoluir. Com isso em mente, como parte de nossa estratégia de crescimento mais ampla, tomamos a difícil, mas necessária, decisão de reduzir nossa equipe em aproximadamente 15%”, acrescentaram.
De acordo com um memorando interno revisado pela Blockspace, o CEO da empresa, Fred Thiel, indicou que a decisão não foi “puramente financeira — é estratégica”.
“Como compartilhamos por meio de nossos anúncios recentes com a Starwood e a Exaion, estamos focando a empresa em uma nova direção”, disse ele. “Isso significa que a estrutura de nossa equipe precisa mudar com ela.”
Mudança de foco para IA
Os comentários relatados de Thiel referem-se à mudança estratégica da empresa para centros de dados de inteligência artificial e para investigações a computação de IA, observando sua recente parceria com a plataforma de desenvolvimento de centros de dados da Starwood Digital Ventures e seu investimento na Exaion, uma empresa que desenvolve e opera centros de dados na Europa.
A MARA, como outras mineradoras de Bitcoin, fez uma mudança estratégica para estratégia de inteligência artificial e outras necessidades de computação de alto desempenho, ampliando seu foco para muito além do principal ativo digital.
Recentemente, a empresa anunciou a venda de aproximadamente 15.000 BTC, ou mais de US$ 1,1 bilhão, permitindo-lhe recomprar dívidas conversíveis e fortalecer suas finanças.
Essa venda ocorreu depois que a empresa havia aprovado uma decisão estratégica que lhe permitiria vender Bitcoin de seu balanço, e não apenas o BTC que havia minerado em suas operações.
Não é a única mineradora de Bitcoin que desfaz seu principal ativo de reserva. A mineradora rival Riot Platforms vendeu cerca de US$ 250 milhões em BTC durante o primeiro trimestre, depois de obter cerca de US$ 200 milhões em lucros com vendas no quarto trimestre.
Além disso, no início deste ano, a Cango se desfez de mais de US$ 300 milhões em BTC, também com sua guinada para a inteligência artificial.
As ações da MARA fecharam a quinta-feira em alta de mais de 8%, sendo negociadas a US$ 8,71. No entanto, as ações caíram mais de 53% nos últimos seis meses, enquanto o Bitcoin recuperou quase 47% de seu recorde histórico de US$ 126.080 para ser negociado em torno de US$ 67.000.
A MARA não é a única empresa de criptomoedas a cortar funcionários nos últimos meses, principalmente com a Block, empresa de Jack Dorsey homologada ao Bitcoin, eliminando mais de 4.000 empregos em fevereiro.
Outras empresas do setor que fizeram cortes recentes incluem a Gemini, a Crypto.com, a Algorand Foundation e a OP Labs. Em alguns casos, incluindo Block e Gemini, as empresas citaram uma dependência crescente de ferramentas de inteligência artificial para compensar a redução de funcionários.
* Traduzido e editado com autorização do Descriptografar.
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Fonteportaldobitcoin



