O empresário Ricardo Magro, que é apontado pela imprensa brasileira como o maior sonegador de impostos do Brasil, foi identificado em reportagem da revista Piauí como dono de uma fazenda de mineração de Bitcoin nos Estados Unidos.
A operação ocorre na cidade de McAllester, no estado de Oklahoma, e especialistas ouvidos pelos veículos estimam que a produção geraria um total de US$ 600 mil (R$ 3 milhões) por mês, com um lucro de 30% desse total.
A empresa se chama Minefficiency, e foi registrada em Delaware, no ano de 2021. Em seu site oficial, a companhia indica que o endereço oficial da empresa é na Rua Singer, nº 88, em São Francisco, Califórnia. Porém, a reportagem apurou que este endereço não existe.
A apuração revelou que documentos oficiais do Texas mostram que a Minefficiency é controlada pela J. Global Energy Holdings Inc., empresa que seria de Ricardo Almagro e que controla negócios bilionários no Brasil e no mundo.
A Receita Federal vem monitorando a situação de Magro, que recebeu da imprensa e do mercado financeiro o título de “o maior sonegador de impostos do Brasil”. Mas o Piauí mostra que o órgão brasileiro responsável pela arrecadação de impostos ainda desconhece o fato de que o empresário é dono da fazenda de mineração.
Segundo a revista, a Receita Federal suspeita que todas as propriedades de Magro no exterior – sejam as empresas, sejam as mansões – são resultado da sonegação de impostos no Brasil.
Quem é Ricardo Magro?
O empresário paulistano Ricardo Andrade Magro, de 52 anos, é dono do grupo que controla a refinaria Refit e uma rede de empresas no setor de combustíveis no Brasil e no exterior. Seu nome aparece há mais de uma década em investigações relacionadas a fraudes tributárias e operações suspeitas no mercado de derivadas de petróleo.
Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, apenas a Refit acumula mais de R$ 25 bilhões em subsídios tributários inscritos na dívida ativa. Este é um valor que ultrapassa R$ 28 bilhões quando consideramos outras empresas ligadas ao grupo, a revista Piauí.
Em documentos oficiais, a própria Procuradoria classificou o esquema como um “império econômico-criminoso”, enquanto a Receita Federal aponta acusações de práticas como simulação de operações comerciais, uso de empresas de fachada, manipulação contábil e ocultação de beneficiários finais.
Além disso, investigações recentes da Receita Federal, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos Ministérios Públicos estaduais indicam que o grupo teria operado um esquema bilionário de sonegação ao importar combustíveis semiacabados como se fossem matéria-prima, pagando artificialmente a carga tributária.
As autoridades também apuraram possíveis crimes de lavagem de dinheiro e utilização de estruturas offshore para ocultar patrimônio. Apesar das acusações, Magro nega irregularidades, afirma que seus subsídios estão sendo planejados judicialmente e sustenta que suas operações seguem as normas legais e contam com estruturas societárias declaradas nos países onde atuam.
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Fonteportaldobitcoin



