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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 30/03/2026, está cotado em R$ 354.994,90. O BTC começa a semana com um nível alto de 1%, recuperando o nível de US$ 67 mil.
André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais deixaram a operar sob forte pressão com a intensificação das tensões no Oriente Médio, levando o petróleo a um dos maiores ralis mensais da história, com alta próxima de 60% em março e preços acima de US$110 por barril.
O movimento, segundo ele, elevou significativamente os temores de inflação e o risco de recessão global, ao mesmo tempo em que o dólar se fortaleceu e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram. A exposição do cenário macro fez com que os investidores reduzissem a exposição a ações de risco, com bolsas asiáticas registrando quedas expressivas e o sentimento global voltando para modo defensivo.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 67.500, apresenta expectativa de curto prazo negativo. O choque no petróleo e a mudança nas expectativas de juros indicam um cenário de contração de liquidez global, historicamente desfavorável para ativos de risco como o BTC. Além disso, o fortalecimento do dólar reforça o movimento de saída de capital de mercados mais voláteis. A perda consistente da região dos US$70k+ indica enfraquecimento técnico relevante no curto prazo.O cenário mais provável é de continuidade da pressão com teste da região dos US$ 66.000~US$ 68.000, enquanto o fluxo macro permanece dominante.
Técnica de análise de Bitcoin
Vadim Taszycki, head of growth da StealthEX, destaca que o nível de US$ 66.000 tornou-se um suporte psicológico e estrutural importante. O mercado reagiu com força nesse ponto, o que sugere a presença de demanda relevante nessa região.
As tensões geopolíticas, especialmente envolvidas no Irã, continuam sendo uma fonte relevante de volatilidade. Qualquer aumento pode pressionar os preços do petróleo, aumentar as preocupações com a inflação e reduzir o apetite pelo risco global. Meu cenário base aponta para uma recuperação com volatilidade. Se a geopolítica diminuir, o Bitcoin pode se estabilizar acima de US$ 70.000 e construir uma tendência de alta mais consistente.
Por outro lado, segundo ele, se a situação piorar, o mercado poderá testar novamente os níveis de suporte.
O fundo já pode ter sido previsto, mas a confirmação ainda depende da estabilidade macroeconômica.
A analista Sunny Mom avaliou que a atividade recente das baleias indica um aumento possível da pressão de venda sobre o Bitcoin, com risco de maior volatilidade no curto prazo.
Segundo o especialista, “as atividades das baleias sugerem que o BTC pode enfrentar pressão de queda, com potencial para volatilidade elevada”. Ele destaca que uma reversão relevante começa a se formar a partir da divergência entre dados on-chain e fluxos de exchanges.
Sunny Mom afirma que houve uma desaceleração no momentum on-chain. “De acordo com a variação de 30 dias das baleias, os grandes investidores acumularam agressivamente no início de 2026, o que sustentou os preços naquele período. No entanto, em meados de março, esse indicador se tornou negativo, sinalizando que o impulso de acumulação se esgotou e alguns já migraram para uma leve distribuição.”
Ao mesmo tempo, o analista aponta um movimento oposto nas exchanges. “O Exchange Whale Ratio vem subindo de forma consistente desde o início do ano, com a média móvel de 30 dias se aproximando de 0,6. Isso mostra um aumento significativo na participação das maiores entradas em relação ao fluxo total, o que historicamente antecede maior volatilidade e pressão vendedora.”
Na avaliação geral, Sunny Mom destaca uma mudança estrutural no comportamento do mercado. “Existe uma divergência clara: a compra on-chain perdeu força enquanto as entradas de grandes volumes nas exchanges aumentam. Mesmo com o preço oscilando próximo de US$ 67 mil, os dados indicam que o mercado está entrando em uma nova fase de redistribuição.”
Ele também chama atenção para a liquidez disponível. “A relação de stablecoins permanece em níveis baixos, o que indica uma desaceleração do capital à espera de entrar no mercado. Sem nova liquidez, qualquer realização de lucro por parte das baleias depende do capital já existente, tornando o preço mais sensível à pressão de venda.”
Portanto, o preço do Bitcoin em 30 de março de 2026 é de R$ 354.994,90. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 30 de março de 2026, são: Pipa (PIPA), Sirene (SIRENE) e Chiliz (CHZ), com altas de 9%, 8% e 6% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 30 de março de 2026, são: Dinheiro Bitcoin (BCH), Caspa (KAS) e Hiperlíquido (MODA) com quedas de -6%, -5% e -4% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fontecointelegraph




