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O Chase Bank, que faz parte do JPMorgan, maior instituição financeira dos Estados Unidos, tornou-se alvo de um processo coletivo movido por investidores que alegam ter sido vítimas de um esquema de fraude envolvendo criptomoedas. A ação foi apresentada à Justiça Federal da Califórnia e acusa o banco de ter permitido que contas sob sua custódia fossem usadas para movimentar centenas de milhões de dólares em um suposto esquema ponzi operado pela empresa Goliath Ventures.

Segundo a ação, o esquema teria arrecadado cerca de US$ 328 milhões de mais de 2 mil investidores entre 2023 e 2026. O principal autor do processo, o investidor Robby Steele, afirma ter perdido aproximadamente US$ 650 mil, parte deles provenientes de sua aposentadoria.

Os investidores alegaram que o banco ignorou sinais claros de atividade suspeitando e permitiu que a empresa utilizasse sua infraestrutura para captar recursos e redistribuir pagamentos em um modelo clássico de pirâmide financeira.

A fraude teria sido conduzida pelo CEO da empresa, Christopher Delgado, que foi preso em fevereiro deste ano pelas autoridades federais dos Estados Unidos. Se condenado por todas as acusações, Delgado pode pegar até 30 anos de prisão.

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Como funcionava o esquema

De acordo com a denúncia apresentada no tribunal, a Goliath Ventures surgiu em janeiro de 2023 na Flórida com o nome Gen-Z Venture Firm, promovendo oportunidades de investimento em criptomoedas. A empresa atuava em estratégias ligadas à mineração de Bitcoin e pools de liquidez, prometendo retornos mensais garantidos de cerca de 4% ao mês.

Essas promessas, somadas ao pagamento inicial de rendimento de alguns participantes e uma forte campanha promocional, ajudaram a atrair investidores. O processo afirma que grande parte do dinheiro depositado pelos clientes passou por uma conta do JPMorgan, onde cerca de US$ 253 milhões foram movimentados entre 2023 e 2025.

Segundo os advogados dos investidores, apenas uma pequena parcela desses recursos teria sido efetivamente aplicada em operações com criptomoedas. Cerca de US$ 50 milhões foram usados ​​para pagar retornos a investidores mais antigos, enquanto milhões de dólares foram desviados para contas controladas por Delgado ou por empresas associadas a ele.

Os autores da ação afirmaram que o banco tinha acesso a sistemas de monitoramento e estava sujeito a regras de prevenção à lavagem de dinheiro que deveriam ter detectado o padrão suspeito de transações. Ainda assim, alegam que a instituição continua prestando serviços às contas da empresa por anos.

Movimentação de recursos e exchanges

O processo também descreve como parte do dinheiro captado foi dispendioso para a ecossistema criptográfico. Entre janeiro de 2023 e junho de 2025, aproximadamente US$ 123 milhões foram mantidos enviados da conta bancária da empresa para carteiras mantidas na exchange Coinbase, segundo a denúncia.

Além das contas no JPMorgan, o pesquisador aponta que a empresa também utilizou contas no Bank of America para receber recursos. As autoridades federais alegaram que Delgado era signatário dessas contas e também tinha controle direto sobre as carteiras digitais da empresa.

A ação coletiva agora busca responsabilizar o JPMorgan por ter permitido que uma fraude operasse durante anos dentro do sistema financeiro tradicional. Os investidores pedem participação em nome de uma classe nacional de vítimas, que inclui milhares de pessoas que perderam dinheiro no programa de investimentos da Goliath.

Os advogados responsáveis ​​pelo processo afirmam que novas ações podem ser apresentadas nos próximos meses à medida que mais vítimas sejam identificadas e outras possíveis entidades envolvidas sejam investigadas.

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Fonteportaldobitcoin

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