A Perícia Forense do Estado do Ceará (PEFOCE) publicou oficialmente uma portaria na segunda-feira (19), documento que formaliza um elogio a cinco servidores da instituição pelo desempenho em técnico em uma investigação envolvendo a mineração de criptomoedas.
Uma equipe atuou diretamente no suporte a uma operação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) que combate o furto de energia elétrica que estava em andamento de forma clandestina.
O Perito Geral, Julio César Nogueira Tôrres, emitiu uma determinação que autoriza a eficiência do grupo lotado no Núcleo de Perícia de Tecnologia da Informação (NUPTI). A administração demorou a atuação dos agentes como exemplar e altamente técnica durante as diligências de campo.
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Isso porque, os servidores identificaram a infraestrutura utilizada para desviar eletricidade da rede pública.
A prática ilegal visa reduzir os custos operacionais da mineração de moedas como o Bitcoin (BTC), que demanda alto poder computacional e consumo energético intenso.
A portaria nomina expressamente os profissionais responsáveis pelo sucesso da perícia. O grupo inclui três Peritos Criminais: Otaviano do Nascimento Silva, Cristiano Moreira Silva e Jean Josyberg Fagundes Mendonça. Além deles, dois Auxiliares de Perícia Renato Cavalcante Nogueira e Valdir Waisllenn Alves de Lima também receberam honraria administrativa.
O texto oficial fundamenta a decisão no Estatuto da Polícia Civil e na lei de criação do PEFOCE. Desta forma, o órgão busca valorizar o desempenho funcional de seus quadros em casos de alta complexidade tecnológica.
A operação do Ministério Público, que ainda se encontra em andamento, necessitava de laudos precisos para comprovar a materialidade do crime. Portanto, a expertise do NUPTI mostrou-se essencial para vincular o consumo excessivo de energia aos equipamentos de mineração de criptomoedas encontrados no local.
Equipes de investigação brasileiras cada vez mais capacitadas em criptomoedas
No início de janeiro de 2026 movimentou operações da Polícia Civil contra locais clandestinos que furtam energia para mineração de bitcoin.
Em Alagoas, por exemplo, um Polícia Civil fechou quatro fazendas de mineração de criptomoedas que deram prejuízos de R$ 750 mil em cinco meses.
Já no Distrito Federal, A Polícia Civil também derrubou outras duas fazendas de mineração de criptomoedas. No Ceará, no entanto, as autoridades não deixam claro qual operação do MP-CE que segue em andamento para investigar um caso assim.
De qualquer forma, deixa claro que as autoridades aumentaram o combate aos crimes de furtos de energia, se deparando muitas vezes com a mineração, esta última que no Brasil não é ilegal.
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