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Resumo da notícia

  • A expansão da Fireblocks no Brasil reforça a infraestrutura institucional para ativos digitais.

  • Novo marco regulatório aceleração de adoção de custódia, tokenização e stablecoins.

  • País se consolida como líder latino-americano em finanças onchain.

A Fireblocks anunciou nesta sexta-feira, 20, que está expandindo as operações em seu escritório de São Paulo à medida que entra em vigor o novo marco regulatório brasileiro para provedores de serviços de ativos digitais.

De acordo com um comunicado da empresa, a expansão visa atender às novas demandas do mercado nacional, visto que as empresas que atuam com ativos digitais agora devem se adaptar às regras publicadas pelo Banco Central do Brasil.

Atualmente, a Fireblocks atende mais de 150 clientes na América Latina, com o Brasil representando uma parcela significativa de sua base regional. Entre esses clientes estão bancos regulados, instituições financeiras, provedores de pagamento, exchanges, fintechs e empresas que desenvolvem produtos financeiros onchain.

“O Brasil atingiu um estágio decisivo na adoção de ativos digitais”, afirma Jorge Borges, Head de Vendas e Desenvolvimento Estratégico de Negócios para a América Latina na Fireblocks.

Borges aponta também que a empresa tem visto instituições que passaram os últimos dois anos avaliando ativos digitais agora construindo sistemas em produção.

É por isso que estamos ampliando nosso compromisso com o país, essas instituições precisam de suporte local e de infraestrutura capaz de atender aos mesmos padrões operacionais que aplicam ao restante de seus negócios.” afirmou.

Dados regionais reforçam esse movimento. De acordo com uma pesquisa da Fireblocks realizada em maio de 2025, a América Latina liderou globalmente o uso prático de stablecoins para pagamentos transfronteiriços. Já segundo o Global Crypto Adoption Index 2025, da Chainalysis, a América Latina continua sendo um dos polos de crescimento mais rápido do mercado cripto, com aumento de 63% ano a ano na atividade onchain.

O Banco Central também está de olho no Fireblocks

Noticiou o Cointelegraph, o Banco Central do Brasil anunciou que, após a publicação das INs 519, 520, 521, 693, 701 e 704, já trabalha em novas regras para o mercado cripto no Brasil, agora nas prestadoras de serviços de ativos virtuais institucionais, conhecidas como PSAVs B2B, um grupo que inclui empresas globais como Fireblocks, BitGo e conformes de soluções de Crypto-as-a-Service.

As PSAVs B2B são empresas que oferecem infraestrutura para fintechs de criptomoedas e não atendem o consumidor final, como Wintermute, Cumberland, Paxos, Ripple (que é diferente do token XRP), entre outras.

A iniciativa foi lançada por Antônio Marcos Guimarães, especialista do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, durante a LiveBC #49, que discutiu os próximos passos da regulação de ativos virtuais no país.

“O Banco Central está finalizando os critérios de autorização para empresas que já operam (que terão 270 dias para informar o BC). No horizonte 2026-2027, avançamos na regulação de PSAVs institucionais (B2B) e detalhamos mais as regras para stablecoins, incluindo a qualidade do lastro”, disse.

O Banco Central confirmou que uma regulação específica para PSAVs institucionais foi uma demanda do próprio mercado durante consultas públicas, mas acabou sendo adiada para uma fase posterior devido à complexidade técnica.

Segundo Antônio Marcos, o desafio está na estrutura de funcionamento desse ambiente. Diferentemente do mercado financeiro tradicional, as negociações envolvendo instituições de serviços de negócios virtuais não possuem contraparte central nem um sistema de bolsa organizado que concentre as operações.

Isso cria um ambiente descentralizado de negociação entre instituições, muitas vezes baseado em liquidez bilateral, redes privadas e infraestrutura tecnológica compartilhada.

O Banco Central pretende avaliar um modelo institucional de negociação entre entidades autorizadas, sem que empresas legitimadas possam atuar como provedores de liquidez e infraestrutura para o mercado.

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Fontecointelegraph

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