Vitalik Buterin DAO

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O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, criticou publicamente o modelo atual dos DAOs, afirmando que muitos são “ineficientes” e vulneráveis ​​à captura por grandes detentores de tokens. O comentário veio enquanto o ETH era negociado a US$ 3.107, com alta modesta de 0,8% nas últimas 24h e volume diário próximo de US$ 14,2 bilhões. O debate ocorre em um momento de consolidação do Ethereum e de foco crescente do mercado em governança, escalabilidade e privacidade.

O que Vitalik quer dizer com “DAOs melhores”?

Em linhas gerais, Vitalik argumenta que boa parte dos DAOs se retomará hoje as tesourarias controladas pela votação de tokens, o que facilita a concentração de poder. Para investidores brasileiros expostos aos protocolos DeFi, isso é importante porque as decisões de governança influenciam taxas, emissões e até riscos de segurança.

Buterin defende o uso de provas de conhecimento zero (ZK-proofs) para tornar votos privados e reduzir jogos políticos. Segundo ele, sem privacidade, a governança vira um processo social, e não técnico, o que mina a descentralização. Esse posicionamento reforça outras críticas recentes de Vitalik sobre fragilidades estruturais do ecossistema.

Governança, L2s e impacto no ecossistema Ethereum

A discussão ganha peso porque os DAOs estão cada vez mais ativos em redes de segunda camada. Em 2025, um Arbitrum liderou o TVL entre L2s, com US$ 16,63 bilhões, mostrando como decisões de governança afetam diretamente protocolos bilionários. Modelos mais eficientes podem reduzir riscos de decisões que impactam o preço dos tokens.

Estudos acadêmicos como o protocolo Kite, publicado em 2025, mostram que já é possível delegar votos de forma privada em DAOs compatíveis com o Governador Bravo. Segundo o artigo no arXiv, delegação e revogação de sigilos restritos à captura de poder, um ponto central da crítica de Vitalik. Isso se conecta diretamente à governança do Ethereum, cada vez mais influenciado por grandes stakeholders.

Preço do ETH reflete cautela, não euforia

No mercado, o ETH segue lateralizado entre suporte em US$ 3.050 e resistência em US$ 3.200. O RSI diário está em 52, sinalizando equilíbrio entre compra e venda, enquanto o MACD permanece próximo da linha zero, sem tendência clara. A mídia móvel de 50 dias passa em US$ 3.090, funcionando como suporte dinâmico.

Dados on-chain mostram que o fornecimento de ETH nas exchanges caiu cerca de 1,7% nos últimos 30 dias, diminuindo menor pressão do vendedor. Ao mesmo tempo, baleias não mostram acumulações prejudiciais, o que ajuda a explicar as afirmações atuais. Para o investidor brasileiro, isso sugere um mercado mais técnico do que impulsivo no curto prazo.

Quais são os riscos dessa tese?

Apesar do discurso, DAOs com governança privada ainda não são amplamente obrigatórios. Especialistas alertam que soluções com ZK-proofs aumentam a complexidade e podem gerar novos vetores de falha. Além disso, casos recentes de disputas de governança mostram que problemas vão além da tecnologia.

Vitalik registrar que essas ferramentas ainda não são maduras. Portanto, o impacto no preço da ETH tende a ser indireto e de longo prazo, mais ligado à confiança institucional que aos movimentos de curto prazo.

Em resumo, o chamado por “DAOs diferentes e melhores” reforça uma narrativa estrutural do Ethereum: aprimoramento para governança sustentar um ecossistema cada vez mais importante. Para investidores, o debate não muda o gráfico hoje, mas ajuda a entender onde o Ethereum tenta ganhar vantagem competitiva nos próximos anos.

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