A prata atingiu um patamar histórico de mais de US$ 95 por uma vez nesta segunda-feira, ampliando um movimento que já valorizou o metal em 31% em 2024.
Com a alta ganhando força, a prata se aproxima dos US$ 100. Alguns analistas projetam metas ainda mais expressivas, prevendo que o ativo possa chegar a US$ 300 em 2026.
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Prata novas máximas históricas
Os metais preciosos voltaram a atrair interesse após medidas tarifárias do presidente Donald Trump contra a União Europeia intensificarem as transferências geopolíticas. Segundo apuração do BeInCrypto, ouro e prata alcançaram recordes na segunda-feira. O movimento de alta contínua, com ambos renovando as máximas históricas.
A prata já figura como o segundo maior ativo em valor de mercado, atrás apenas do ouro, conforme dados do Companies Market Cap.
“… A prata disparou para US$ 95 por uma vez, superando todos os recordes e surpreendendo os mercados globais. O ouro costuma chamar a atenção, mas a valorização da prata já começa a chamar a atenção rapidamente”, escreveu Mario Nawfal em seu perfil na X.
As tarifas tarifárias recentes não são o único fator que impulsiona a alta alta da prata, que, inclusive, já supera o desempenho do ouro. O movimento se apoia em uma combinação de fatores distintos.
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Entre eles, destaca-se a busca contínua por ativos mantidos refúgio, expectativa de cortes nos juros pelo Federal Reserve estimulando ativos sem rendimento, restrição na oferta física e demanda industrial crescente de setores como energia solar, veículos elétricos, eletrônicos e infraestrutura de alta tecnologia.
O caminho da prata até US$ 100 e além
Para analistas, o patamar de US$ 100 por uma vez está ao alcance no curto prazo. O economista Peter Schiff sugeriu que esse valor pode ser alcançado já nesta terça-feira.
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“… Apesar dos recordes de ouro e prata nesta segunda-feira, as mineradoras canadenses de ouro subiram um pouco, pois os investidores têm em uma forte realização nesta terça. Isso pode indicar que o rali dos metais amanhã seja ainda maior, com a prata atingindo US$ 100 por uma vez. Vamos aguardar”, escreveu Schiff na X.
Enquanto o curto prazo e as variações se concentram em torno dos US$ 100, alguns analistas avaliam um cenário muito mais expressivo para o médio prazo. Em análise detalhada, um especialista estimou que a prata poderá chegar a US$ 300, apontando um desequilíbrio estrutural entre o volume de operações em papel e a oferta física.
Segundo a publicação, os bancos mantêm cerca de US$ 4,4 bilhões em posições vendidas enquanto a demanda industrial já consome aproximadamente 60% da produção global anual de prata.
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O texto observa que cobriu essas posições exigidas por anos de produção minerada, grande parte já absorvida pela indústria.
“… Por isso, a tendência da prata é de alta… A posição vendida matematicamente não pode ser encerrada, e a oferta física é realmente restrita… Os preços no mercado de papel podem ser manipulados por um tempo, mas não há como manipular uma oferta física que não existe. Não há possibilidade de cumprir esses contratos com os valores atuais. O preço terá de subir até que surja nova oferta ou os vendidos encerrem suas operações”, destacou uma análise compartilhada na X.
Michael Widmer, chefe de pesquisa em metais do Bank of America, também afirmou que a prata pode variar entre US$ 135 e US$ 309 por uma vez em 2026.
Com isso, a disparidade da prata reflete um conjunto de incertezas macroeconômicas, restrição de oferta e demanda industrial crescente. O nível dos US$ 100 está agora no centro das atenções, mas as projeções mais ousadas dependem da manutenção dos desequilíbrios estruturais no mercado físico e do apetite dos investidores por metais preciosos.
Fontebeincrypto




