O nosso disparou, o petróleo recuperado e o Bitcoin permaneceram estáveis em 2025. Paralelamente, tesourarias corporativas adquiriram, de forma silenciosa, coleções de bilhões de dólares em criptoativos. Esses movimentos ajudaram a explicar como tarifas, liquidez e comportamento institucional redefiniram os mercados no início de 2026.
Dados do CoinGecko mostram um ano de contrastes expressivos. O ouro subiu 62,6%, o petróleo caiu 21,5%, enquanto o Bitcoin terminou com queda de 6,4%. Apesar disso, as Digital Asset Treasury Companies (DATs) direcionaram quase US$ 50 bilhões ao Bitcoin e ao Ethereum, passando a controlar mais de 5% do volume total dos ativos.
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Ouro se destacou enquanto as tarifas ampliaram a incerteza
O desempenho do ouro coincidiu com um ambiente marcado por tarifas. Barreiras comerciais ampliam a incerteza, enfraquecem a confiança na estabilidade das moedas no longo prazo e levam à adoção de posições defensivas. O ouro se beneficia rapidamente desse cenário.
Diferentemente de ativos ligados ao crescimento, o ouro não depende do aumento da liquidez para avanço. O metal reage ao risco político e à geopolítica mais intensa. Com a intensificação das tarifas e o aumento do atrito no comércio global, o ouro se consolida como proteção padrão.
Petróleo absorveu o choque de crescimento enquanto o Bitcoin ficou estagnado
Já o petróleo apresentou uma trajetória oposta. As tarifas desaceleraram a atividade comercial, restringiram a produção manufatureira e diminuíram o volume de embarques, o que impacta diretamente a demanda por energia.
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Os preços do petróleo caíram 21,5% em 2025, pois a oferta contínua elevada e a produção fora da OPEP se expandiram. Em contextos de tarifas, o petróleo funciona como um índice de crescimento — e o crescimento arrefeceu.
O desempenho negativo de 6,4% do Bitcoin não reflete uma disputa de forças. As tarifas trouxeram incerteza, o que poderia favorecer as reservas de valor, mas também reduziram a liquidez dos mercados. Ao mesmo tempo, a inflação nos Estados Unidos é moderada e persistente, mantendo as condições financeiras restritas.
Como resultado, houve um período prorrogado de consolidação após a liquidação registrada em outubro. O Bitcoin não desabou como o petróleo, mas também não se valorizou como o ouro. O ativo esperava até que a pressão sobre a liquidez deixasse de se intensificar.
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Pressão do fiat escondida até o momento
Apesar das tarifas agirem como um imposto doméstico indiretamente, a inflação está sob controle. Os custos foram consumidos gradualmente por importadores e varejistas, evitando o repasse ao consumidor final. Com isso, o estresse sobre o papel-moeda ficou discreto nos principais indicadores, embora o poder de compra tenha diminuído.
Esse cenário de “aquecimento lento” limitou o apetite ao risco, sem gerar pânico — mais um fator que manteve a criptografia estável, sem rupturas intensas no mercado.
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Investidores de títulos do Tesouro acumulam durante o ajuste
Enquanto os preços registravam dificuldades, as DATs aproveitavam oportunidades. Eles investiram US$ 49,7 bilhões em 2025, com aproximadamente metade desse montante no segundo semestre. As posições dessas empresas atingiram US$ 134 bilhões até o fim do ano, alta de 137% em relação ao período anterior.
Esse comportamento indica verdade de longo prazo. Compradores institucionais toleram volatilidade em troca de maior participação em ativos. O acúmulo durante um ano de queda concentrou Bitcoin e Ethereum em mãos robustas e impediu o volume disponível para negociação.
De modo geral, 2025 foi um período de revisão para o mercado de criptomoedas. As tarifas favoreceram o ouro, prejudicaram o petróleo e postergaram o ciclo do Bitcoin ao restringir a liquidez. Enquanto isso, as instituições ampliaram discretamente suas posições.
Com a redução da pressão tarifária e o enfraquecimento das vendas, o Bitcoin começou a se movimentar. O mercado ingressa em 2026 com menor oferta disponível, investidores mais resilientes e perspectivas de expansão, caso a liquidez avançada.
Fontebeincrypto




