Resumo da notícia:
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Mova Protocol lança aplicativo “drive-to-earn” baseado em blockchain voltado para monitoramento em tempo real de emissões de carbono.
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Solução coleta de dados do veículo diretamente do smartphone do motorista.
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Outra possibilidade é a utilização dessas informações através de relatórios para motoristas e frotas.
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Os motoristas acumulam tokens com base no uso do veículo, que podem ser resgatados no marketplace automotivo da plataforma.
A empresa brasileira Mova Protocol lançou recentemente um aplicativo “drive-to-earn” baseado em blockchain voltado ao monitoramento em tempo real de emissões de carbono, que permite o acúmulo de tokens que podem ser trocados por combustível e outros benefícios.
De acordo com a plataforma de dados de mobilidade urbana que combina telemática veicular contínua, inteligência operacional e tokenização ambiental, o aplicativo é focado na medição das emissões veiculares em condições reais de direção e no apoio a políticas públicas de descarbonização, marcando um passo pioneiro no cenário nacional de mobilidade e tecnologia climática.
Desenvolvida pelo Mova Protocol, uma solução opera por meio de um aplicativo que coleta dados do veículo diretamente do smartphone do motorista, como quilometragem, padrões de direção e tempo em movimento, e converte essas informações em relatórios ambientais, indicadores de eficiência e análises de consumo de combustível.
Segundo a empresa, o aplicativo funciona em segundo plano enquanto o motorista está na estrada. Os dados coletados passam por processos de validação antifraude, que são registrados em blockchain e organizados em painéis auditáveis que abrangem a mobilidade urbana e o impacto climático. A proposta é substituir estimativas genéricas com base no uso real do veículo nas ruas.
A empresa informou ainda que, além de apoiar políticas públicas e relatórios de sustentabilidade corporativa, a plataforma permite a análise do consumo real de gasolina ou etanol com base no comportamento de direção. O sistema também utiliza rotas gravadas para identificar padrões de aceleração, intensidade de frenagem, velocidade média e tempo ocioso, fatores que influenciam diretamente os gastos com combustível e os volumes de emissão.
Outra possibilidade é a utilização dessas informações por meio de relatórios para motoristas e frotas, na busca por mais eficiência na direção, redução de consumo de combustível e diminuição de custos operacionais diários. Nesse caso, o objetivo é aproximar a tecnologia dos motoristas do dia a dia, mostrando por meio de dados reais como pequenas mudanças comportamentais podem impactar positivamente tanto as finanças pessoais quanto o meio ambiente.
Além de gerar dados ambientais, os motoristas acumulam tokens com base no uso do veículo, créditos que podem ser resgatados no marketplace automotivo da plataforma por produtos e serviços de parceiros, incluindo manutenção, combustível e soluções de mobilidade elétrica. No futuro, a empresa revelou que planeja expandir essas possibilidades com novos modelos de recompensa digital.
De acordo com o diretor de Produto da Mova, Antônio Farias, a tecnologia foi projetada para colocar os motoristas no centro da transição para uma mobilidade mais eficiente por meio da transformação do “carro em uma fonte confiável de dados para a tomada de decisões ambientais e operacionais”.
Os motoristas contratados automaticamente para a geração dessas informações e, ao mesmo tempo, são recompensados pelo uso diário do veículo. Isso cria um ciclo virtuoso entre mobilidade, tecnologia e descarbonização, explicou.
Dados reais das ruas
A Mova Protocol informou ainda que os indicadores operacionais mostram o uso recorrente da plataforma. Dos 25.280 usuários cadastrados, 13.180 estão ativos, representando uma taxa de ativação acima de 53%. Até ao momento, 121.940 viagens foram validadas, totalizando 2,76 milhões de quilómetros monitorizados e mais de 148.000 horas de dados encontrados.
Segundo a empresa, uma parcela significativa da base de usuários é composta por motoristas urbanos e profissionais que utilizam seus carros como ferramentas de trabalho, como motoristas de aplicativos de transporte, um segmento que gera volumes consistentes de dados sobre a circulação de tráfego em centros urbanos.
A empresa afirma que a tecnologia foi projetada para funcionar perfeitamente para os usuários, sem exigir conhecimento de blockchain ou ativos digitais. O sistema opera com identificação progressiva de veículos e arquitetura de privacidade por design, mantendo uma camada tecnológica invisível na experiência do motorista.
Também em alta, o mercado de tokens de ativos do mundo real (RWA, na sigla em inglês) no país superou R$ 1,5 bilhão em janeiro, com um crescimento de 1.134,7% em 12 meses, segundo dados divulgados esta semana pelo RWA Monitor, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
Fontecointelegraph




