Pré-venda do Bitcoin Hyper se aproxima dos US$ 30 mi.

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Ó iShares Bitcoin Trust (IBIT) A BlackRock registrou um volume recorde de negociação superior a US$ 10 bilhões nesta quinta-feira (06), estimando marcas anteriores com mais de 284 milhões de cotas negociadas. O movimento explosivo ocorre em meio a uma forte correção de mercado, onde o Bitcoin (BTC) recuou para a zona de US$ 60.000, sinalizando um possível clímax de venda institucional sob pressão macroeconômica.

Para dar perspectiva, esse volume superou em 169% o recorde anterior previsto em novembro de 2025. No Brasil, com o Bitcoin cotado na faixa de R$ 340.000, a volatilidade tem assustado investidores de varejo, enquanto grandes instituições parecem estar liquidando posições massivamente. O preço do ETF caiu 13% no dia, atingindo mínimos não vistos desde outubro de 2024. Esse cenário de saídas e volume recorde em ETFs sugere que o mercado pode estar passando por uma limpeza de alavancagem antes de buscar estabilidade.

O que esse volume histórico significa para o mercado?

Em termos simples, a combinação de um volume de negociação recorde com uma queda abrupta de preço é frequentemente interpretada por analistas como “capitulação”. Na prática, isso acontece quando investidores de longo prazo ou detentores mais fracos desistem de reservas o ativos e vendem a qualquer custo para evitar perdas maiores. O ETF da BlackRock chegou a ser negociado abaixo de US$ 35, acumulando um prejuízo anual superior a 27%.

Nesta quinta-feira, o IBIT processou resgates na ordem de US$ 175,33 milhões, representando parte significativa das saídas líquidas do setor. Conforme dados de mercado apurados por fontes como o Bitbo, esse padrão de venda agressiva no ETF da BlackRock marca a fase mais aguda do mercado de baixa atual. Tecnicamente, quando o volume explode no final de uma tendência de baixa, pode indicar que a pressão do vendedor está se esgotando, iniciando um processo lento e doloroso de formação de fundo gráfico.

O mercado de opções confirma o pessimismo?

Além do mercado à vista, os derivativos reforçam a cautela extrema. As opções de venda (puts) do IBIT — contratos utilizados para proteção (hedge) ou apostas na queda — atingiram prêmios recordes em relação às opções de compra (calls).

Segundo dados do MarketChameleon, o prêmio de volatilidade das puts superou 25 pontos, indicando que os investidores institucionais estão pagando caro para se protegerem contra quedas adicionais. Esse comportamento defensivo reflete o temor de que o suporte de US$ 60.000 não se sustenta, um sentimento semelhante ao impacto aplicado em tesourarias corporativas desenvolvidas na matéria sobre estratégia e prejuízo recorde com Bitcoin. A busca por liquidez imediata sugere que o “dinheiro inteligente” está priorizando a preservação de capital em vez da especulação.

Como isso afeta o investidor brasileiro e o que observa?

Para o investidor local, o momento exige sangue frio e cautela. Capitulações com volume registrado historicamente oferecem oportunidades de compra assimétricas, mas o risco de tentar adivinhar o fundo é alto. Se o Bitcoin perder consistentemente a faixa de US$ 60.000 (aprox. R$ 340.000), o próximo suporte técnico relevante pode estar próximo dos US$ 52.000.

É essencial observar os fluxos dos ETFs nos próximos dias para validar qualquer tese de recuperação. Como notado em análises como a de Tom Lee sobre fundos de mercado, o pessimismo extremo é muitas vezes o precursor de uma reversão, mas os mercados de baixa podem durar mais do que a liquidez dos compradores de “dips”. Os dados de fluxo continuam sendo a principal frequência para confirmar se a sangria está firme.

Em resumo, o recorde de US$ 10 bilhões no IBIT é um sinal de alerta máximo, decrescente que mãos fortes estão se movendo. Os investidores brasileiros devem manter uma gestão de risco rigorosa e evitar alavancagem até que o preço mostre sinais claros de estabilização acima das médias móveis principais.

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