Resumo da notícia:
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Fundos criptografados registraram maior volume de entradas líquidas desde 10 de outubro, mas otimismo esfria na sexta-feira com tensão geopolítica envolvendo a Groenlândia.
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Brasil e Suécia registram maiores fluxos de saídas líquidas semanais.
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Apesar das retiradas, o Brasil segue avanço global do AuM.
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Bitcoin e Ethereum lideram a pressão compradora, capitaneada pelos iShares, da BlackRock.
Investidores do Brasil sacaram US$ 1 milhão líquido, R$ 5,4 milhões, de fundos baseados em criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (16), segundo a CoinShares.
De acordo com o relatório semanal da gestora de criptomoedas, o período marcou o maior volume de entradas líquidas semanais globalmente, desde o dia 10 de outubro. Otimismo que foi capitaneado pelo início da semana, período de entradas mais fortes.
Por outro lado, a CoinShares salientou que o sentimento dos investidores se torno negativo na sexta-feira, com a escalada das tensões entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE), que reagiu às ameaças do presidente Donald Trump de tomar a Groenlândia.
No último domingo (18), os países do bloco se reuniram e ameaçaram importar 93 bilhões em tarifas alfandegárias aos EUA ou restringir o acesso de empresas estadunidenses aos países da UE. A medida é uma resposta à ameaça de Trump de importar 10% de tarifas, podendo chegar a 25% em junho, aos países europeus que enviaram forças militares à Groenlância na semana passada, já que a ilha controlada pela Dinamarca é objeto de uma tentativa de anexação ao território estadunidense por Trump.
Rota estratégica de navios em razão do derretimento de geleiras, a Groenlândia também é rica em terras raras, mas, segundo Trump, a intenção de tomada da ilha seria para criação de um sistema de defesa contra possíveis ameaças da China e da Rússia.
Regionalmente, a Suécia também registrou fluxo de saída líquida de produtos negociados em bolsa (ETPs) baseados em criptomoedas, US$ 4,3 milhões. Já os maiores volumes de entradas líquidas no período foram dos EUA, Alemanha, Suíça, Canadá e Holanda, US$ 2,05 bilhões, US$ 63,9 milhões, US$ 41,6 milhões, US$ 12,3 milhões e 6 milhões, respectivamente.
Apesar do fluxo de saída, o Brasil avançou US$ 1,49 bilhão no total de ativos sob gestão (AuM), montantes que mantiveram o país na sexta colocação global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda e Luxemburgo registraram respectivamente AuM de US$ 162,89 bilhões, US$ 7,97 bilhões, US$ 7,13 bilhões, US$ 6,46 bilhões, US$ 3,29 bilhões, US$ 897 milhões, US$ 854 milhões, US$ 616 milhões, US$ 188 milhões e US$ 148 milhões. Já o AuM global fechou na semana em US$ 181,94 bilhões, enquanto outros países chegaram a US$ 1,42 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), XRP, Solana (SOL), Sui (SUI), de Litecoin (LTC), Chainlink (LINK) e de short Bitcoin, US$ 1,55 milhão, US$ 496 milhões, US$ 69,5 milhões, US$ 45,5 milhões, US$ 5,7 milhões, US$ 2,3 milhões, US$ 1,2 milhão e US$ 1,5 milhão, respectivamente. Enquanto isso, outros fundos totalizaram US$ 13,9 milhões em entradas líquidas no período, já os fundos baseados em cestas de criptoativos totalizaram US$ 12,5 milhões em saídas líquidas semanais.
Por fundos, os principais volumes de saídas líquidas foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, Grayscale, Fidelity, Bitwise, ARK 21Shares e ProFunds, US$ 1,28 bilhões, US$ 257 milhões, US$ 229 milhões, US$ 161 milhões, US$ 47 milhões e US$ 35 milhões, respectivamente. Enquanto isso, outras criptomoedas ETP totalizaram US$ 163 milhões em entradas líquidas no período.
Na semana anterior, o relatório da CoinShares revelou que os investidores nacionais seguiram o pessimismo global e retiraram R$ 2,7 milhões de fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
Fontecointelegraph




