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Resumo da notícia

  • Eduardo Kobra lança coleção de NFTs para financiar a preservação de seus murais.

  • O mercado de NFTs vive um momento turbulento, mas se reinventa com foco em utilidade.

  • Aquisições e novos projetos indicam possível retomada do setor em 2026.

Um dos maiores grafiteiros do mundo, o brasileiro Eduardo Kobra, anunciou o lançamento de uma coleção de NFTs que representam versões digitais de seus murais físicos pintados em diferentes regiões do mundo.

De acordo com informações compartilhadas com o Cointelegraph Brasil, o valor arrecadado com a venda dos NFTs será usado para preservação dos murais do artista representado na coleção, que será lançada pela Kobra Labs, na blockchain Ethereum e Bitcoin (via Ordinals).

Os NFTs ainda não foram lançados e para ter acesso é preciso acessar uma lista de espera no site oficial da iniciativa. Além do NFT, os compradores podem receber em casa uma versão física da peça (não há informação de assinatura de Kobra na versão física) e o pagamento pode ser feito tanto em criptografia quanto no cartão de crédito.

“As pessoas, hoje, conseguem compreender meu trabalho mesmo que ele não teve consentimento fisicamente, porque ele contém características, a minha marca, a minha marca registrada”, disse Kobra ao CNN Money.

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Momento ‘complicado’ no mercado de NFTs

Apesar do boom que o mercado de NFTs teve durante a pandemia do Covid19, de lá para cá, o mercado vem amargando resultados ruins, o mais recente deles, o cancelamento da NFT Paris, um dos principais eventos globais do setor.

“O colapso do mercado nos atingiu duramente”, afirmou a organização.

Do ponto de vista financeiro, os números do mercado continuam fracos quando comparados aos ciclos anteriores. Segundo o CryptoSlam, o Volume Global de Vendas de NFTs somou US$ 303,5 milhões em dezembro de 2025. Apesar disso, o movimento não desapareceu. Um relatório do DappRadar sobre o ano de 2025 estabelece um interesse curioso: o número de vendas aumentou, mesmo com preços médios mais baixos e volumes reduzidos.

No terceiro trimestre de 2025, foram negociados 18,1 milhões de NFTs, movimentando US$ 1,6 bilhão. O estudo reforça que muitos ativos passaram a ser trocados por valores menores, refletindo um mercado mais acessível, mas ainda longe da exuberância dos ciclos anteriores.

Em meio a este mercado de baixa os NFTs tentam se reinventar, com foco em utilidade real. Em vez de priorizar coleções especulativas, projetos passaram a explorar aplicações práticas e benefícios diretos aos usuários.

Um exemplo está no setor de ingressos e experiências para fãs. A Ticketmaster desenvolveu vendas “com acesso restrito por tokens”, nas quais a posse de um NFT específico libera pré-vendas exclusivas, assentos privilegiados ou benefícios especiais.

Nesse modelo, o NFT deixa de ser apenas um item digital e passa a atuar como uma credencial de acesso. O Coachella reforçou essa tendência com o experimento Coachella Keys, oferecendo NFTs que garantem acesso vitalício ao festival, incluindo vantagens VIP, uma forma de vincular propriedade digital a valor concreto.

Reestruturação

No entanto, enquanto alguns exploram outras utilidades, outros decidem encerrar os seus projetos, como é o caso da Starbucks que encerrou o seu programa Odyssey, justificando a decisão como um movimento estratégico para “se preparar para o futuro”.

Já o Reddit informou que vai descontinuar partes de sua linha de Avatares Colecionáveis, incluindo o fechamento de sua loja e a retirada de algumas funcionalidades da plataforma.

Até mesmo os grandes marketplaces de NFTs estão revendo sua atuação, como é o caso da OpenSea que passou a negociar criptomoedas no que o CEO Devin Finzer descreveu como uma guinada para um modelo mais amplo de “negociação de tudo”.

Entretanto, 2026 pode marcar um novo momento no mercado de NFTs, com mais maturidade e de olho na recuperação do mercado de jogos. De olho nesse cenário a A Animoca Brands anunciou neste ano a compra da Somo, empresa de jogos e colecionáveis ​​digitais, adicionando os itens colecionáveis ​​​​e negociáveis ​​da Somo ao seu portfólio.

A Animoca anunciou na quarta-feira que integrará Somo ao seu ecossistema, utilizando infraestrutura compartilhada e parcerias. O cofundador e presidente executivo, Yat Siu, afirmou que a Somo “complementa” os itens colecionáveis ​​e jogos da Animoca e será conectada à rede de jogos, comunidades e parceiros da empresa.

A aquisição ocorre em um momento de alto prazo no mercado de NFTs. Dados da CoinGecko mostram que a capitalização total do mercado de NFTs subiu cerca de 20% nas duas primeiras semanas de 2026, passando de aproximadamente US$ 2,5 bilhões no 1º de janeiro para mais de US$ 3 bilhões na primeira semana do ano.

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Fontecointelegraph

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