ripple-sai-na-frente-com-rlusdImagem: Coinmarketcap

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A Ripple anunciou a integração do stablecoin RLUSD com a infraestrutura de negociação do Grupo LMAX, uma das maiores plataformas institucionais do mundo. Após a notícia, o XRP oscilou entre US$ 2,08 e US$ 2,18 nas últimas 24h, com volume de US$ 5,16 bilhões e valor de mercado de US$ 130 bilhões. O movimento ocorre em meio à crescente demanda institucional por stablecoins regulamentadas e eficientes em capital.

No acumulado de 7 dias, o XRP recua 1,4%, mas ainda sobe 38% em 2026 (YTD), refletindo um mercado que precisa de avanços regulatórios e adoção institucional de longo prazo. Para investidores brasileiros, o dado-chave é a liquidez: integrações desse porte tendem a reduzir spreads e aumentar a profundidade do mercado ao longo do tempo.

A integração acontece enquanto o setor de stablecoins disputa espaço em um mercado que pode atingir US$ 56 trilhões até 2030, segundo estimativas recentes, elevando a competição entre USDT, USDC, PYUSD e agora o RLUSD.

O que muda com o RLUSD dentro do LMAX?

Na prática, a LMAX passará a usar o RLUSD como garantia central em sua infraestrutura multiativa, permitindo que bancos, corretoras e fundos utilizem o stablecoin para margem e liquidação em criptografia, futuros perpétuos, CFDs e até FX. A LMAX movimentou US$ 8,2 trilhões em volume institucional em 2025, o que dimensiona o alcance potencial dessa integração.

Segundo comunicado oficial da LMAX, a Ripple também aportará US$ 150 milhões para expandir essa infraestrutura. O RLUSD já supera US$ 1 bilhão em valor de mercado, com 38.166 detentores e volume mensal de US$ 5,05 bilhões, números que o colocam entre os 10 maiores stablecoins do mercado.

Esse avanço se soma à aprovação regulatória da Ripple em mercados-chave, reforçando sua estratégia de atuação dentro de estruturas reguladas, algo crucial para grandes instituições.

Institucionalização fortalece a tese do XRP?

Embora o RLUSD seja um produto distinto do XRP, o mercado costuma precificar o ecossistema Ripple como um todo. No gráfico diário, o XRP encontrou suporte sólido em US$ 2,05 e tenta romper a resistência imediata em US$ 2,18. Um fechamento acima desse nível pode abrir espaço para US$ 2,35 e depois US$ 2,41.

O RSI diário está em 57,3, redução força moderada sem sobrecompra. O MACD marca +0,0426, sinalizando viés levemente altista, enquanto as EMAs de 10 a 50 períodos concentram suporte entre US$ 2,05 e US$ 2,08. Já as médias de 100 e 200 períodos ainda atuam como resistência, mostrando que a tendência de longo prazo segue cautelosa.

Do ponto de vista on-chain, não houve aumento relevante no fornecimento de XRP nas exchanges na última semana, sinalizando menor pressão do vendedor. Movimentos de baleias também permanecem ocasionais, o que reduz o risco de volatilidade abrupta no curto prazo.

Quais são os riscos dessa narrativa?

A principal contraponto é que a adoção institucional de stablecoins não se traduz automaticamente em valorização do token nativo. O RLUSD compete diretamente com USDT e USDC, que já possuem liquidez e integração muito superiores, especialmente em mercados emergentes como o Brasil.

Além disso, se o XRP não conseguir romper US$ 2,18 com volume acima da média — hoje em torno de US$ 5 bilhões/dia — o ativo pode voltar a testar US$ 2,05 ou até US$ 1,95. Para os comerciantes brasileiros, isso exige uma gestão de risco clara e bem definida.

Em síntese, a integração do RLUSD à LMAX reforça a narrativa institucional da Ripple e melhora a percepção de alteração do ecossistema. No curto prazo, o impacto no preço do XRP é técnico e limitado; No longo prazo, o sucesso do RLUSD pode fortalecer a posição da Ripple em um mercado de stablecoins cada vez mais estratégico.

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