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Ó O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começou a pagar neste sábado (17) os investidores do Banco Masterinstituição que teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025. O início dos reembolsos ocorre após um período de espera maior, já que costuma ser entre 10 e 30 dias, sendo que agora chegou a dois meses.

Apesar da notícia, os investidores relatam instabilidades no aplicativo do FGC, utilizado para consultar valores e acompanhar o processo de pagamento, o que pode acabar levando a mais uma demora, já que é preciso acessá-lo para concluir o processo de pagamento. Segundo relatos, o sistema apresentou dificuldades de acesso e lentidão ao longo do dia, justamente no momento em que milhares de clientes tentavam verificar se já estavam aptos a receber os recursos garantidos.

O FGC não detalhou o volume de acessos nem estimado quando o aplicativo deve operar de forma totalmente estável, mas afirmou que os pagamentos estão sendo processados ​​conforme o cronograma definido.

O pedido de pagamento foi liberado às 9h30 deste sábado e, segundo Daniel Lima, diretor-presidente do FGC, “concluída esta fase, o investidor receberá o pagamento em até dois dias úteis, em uma conta de sua titularidade”.

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O caso reacendeu o debate sobre a real percepção de segurança associada a produtos bancários tradicionais. Embora o FGC funcione como uma rede de proteção importante para o sistema financeiro, a experiência dos investidores do Banco Master mostrou que o ressarcimento não é imediato e que, em situações de estresse, o acesso ao dinheiro pode levar mais tempo do que o esperado.

Renda fixa é segura mesmo?

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) costumam ser classificados como investimentos de baixo risco, justamente por contarem com a cobertura do FGC. No entanto, como evidenciado no episódio do Banco Master, isso não significa risco zero. A garantia cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, o que deixa valores acima desse limite expostos em caso de quebra de banco.

Além disso, o FGC não elimina o risco de liquidez no curto prazo, já que o investidor pode ficar semanas ou até meses sem acesso aos recursos até a conclusão dos trâmites necessários para o pagamento.

Paralelamente, o mercado de criptomoedas tem desenvolvido alternativas que buscam oferecer maior previsibilidade de retorno, conhecida como renda fixa digital. Esse tipo de produto utiliza tecnologias como blockchain e contratos inteligentes para estruturar investimentos com regras claras de pagamentos, prazos definidos e maior transparência sobre como o rendimento é gerado.

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Em geral, a renda fixa digital envolve tokenização de recebíveis, títulos de crédito ou operações de empréstimo, permitindo que o investidor acompanhe em tempo real o desempenho do ativo. O retorno é variável, mas mais estável do que o de criptomoedas tradicionais como o Bitcoin. Instituições como o Mercado Bitcoin (MB) estão entre as líderes desse mercado já tendo mais de R$ 570 milhões em volume emitido.

Embora não conte com garantias estatais como o FGC, a renda fixa digital se apoia em mecanismos tecnológicos e jurídicos que protegem riscos operacionais e ampliam a rastreabilidade das operações. Assim como nos produtos tradicionais, não se trata de uma solução isenta de risco, mas de uma proposta diferente, que tem ganhado espaço entre investidores específicos em diversificar e compreender melhor onde, de fato, está alocando seu dinheiro.

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Fonteportaldobitcoin

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