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Produtos de investimento em criptografia registraram US$ 454 milhões em saídas líquidas na última semana, com ETFs de Bitcoin respondendo por US$ 405 milhões desse total, segundo relatório da CoinShares. Apesar disso, altcoins como XRP, Solana e Sui atraíram juntas mais de US$ 86 milhões em entradas institucionais, sinalizando rotações internas de capital. O movimento ocorre em um momento de menor apetite ao risco global, após a redução das apostas em um corte de juros do Federal Reserve em março.

No mercado à vista, o Bitcoin opera próximo de US$ 42.300, com queda de 1,8% em 24h e recuo de 4,6% em sete dias, enquanto Solana subia 3,2% no mesmo período, negociada a US$ 98,40. O RSI diário do BTC estava em 44 pontos, indicando perda de momentum, enquanto o RSI do SOL avançava para 57, indicando força relativa. Para investidores brasileiros, a divergência reforça a importância de acompanhar fluxos institucionais além do preço.

Esse cenário se insere em uma narrativa maior de 2026: ajuste de expectativas macroeconômicas e realocação seletiva dentro do mercado criptográfico, em vez de uma saída generalizada de capital.

O que explica a saída de capital do Bitcoin?

Segundo a CoinShares, a reversão foi impulsionada por quatro dias consecutivos de resgates que somaram US$ 1,3 bilhão, quase anulando as entradas de US$ 1,5 bilhão registrados no início do ano. Os ETFs de Bitcoin renderam US$ 405 milhões em saídas semanais, enquanto os produtos short-BTC também perderam US$ 9,2 milhões, mudança de incerteza direcional. Em termos simples, os investidores reduziram a exposição ao BTC sem apostar agressivamente na queda.

Tecnicamente, o Bitcoin encontra suporte imediato em US$ 41.800, região da média móvel de 100 dias, com resistência relevante em US$ 44.000. O diário MACD segue negativo, com histograma em contração, mencionando antes de um novo movimento. Para quem acompanha as saídas de ETFs de Bitcoin, o dado reforça a pressão de curto prazo sobre o preço.

Altcoins atraem fluxo institucional seletivo

Enquanto o Bitcoin perdeu capital, o XRP liderou as entradas entre altcoins, com US$ 45,8 milhões na semana, seguido por Solana (US$ 32,8 milhões) e Sui (US$ 7,6 milhões), de acordo com a CoinShares. Esse comportamento sugere busca por narrativas específicas, como escalabilidade e eficiência de redes camada 1. Não por acaso, produtos focados em ETFs de altcoins ganham espaço no radar institucional.

No mercado on-chain, Solana manteve mais de 68% do abastecimento fora de exchanges, reduzindo a pressão vendedora, enquanto o volume diário subiu para US$ 2,1 bilhões, alta de 18% em sete dias. Para o investidor brasileiro, isso indica que parte do capital institucional busca ativos com melhor relação risco-retorno no curto prazo, em meio à temporada de altcoins.

Quais são os riscos dessa rotação?

Apesar das entradas, o cenário não é isento de riscos. A maior parte das altcoins ainda apresenta volatilidade elevada e depende da continuidade do fluxo institucional para sustentar os preços. Além disso, a Ethereum também registrou saídas de US$ 116 milhões, mostrando que a rotação não beneficia todo o mercado de forma uniforme.

Segundo a CoinShares, os Estados Unidos lideraram as saídas com US$ 569 milhões, enquanto Alemanha, Canadá e Suíça registraram entradas, o que reforça o caráter regional dos fluxos. Para os brasileiros, isso significa atenção redobrada ao câmbio e à liquidez local ao replicar estratégias globais.

Em resumo, os dados mostram uma rotação de capital dentro do mercado criptográfico, não uma fuga estrutural. Se o Bitcoin perder o suporte em US$ 41.800, o risco de novas saídas aumenta; Por outro lado, a manutenção desse nível pode abrir espaço para uma retomada gradual, enquanto as altcoins seguem como aposta tática de curto prazo.

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Fontecriptofacil

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