SUI

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A blockchain Sui ficou fora do ar por quase seis horas nesta quinta-feira (15), iniciando cerca de US$ 1 bilhão em transações e afetando diretamente dApps, protocolos DeFi e usuários da rede. O token SUI reagiu com queda de 3,4% nas primeiras horas após a paralisação, recuando de US$ 1,68 para US$ 1,62, segundos dados de mercado. O episódio ocorre em um momento em que os investidores estão mais atentos à resiliência operacional das redes de camada 1, após um histórico recente de falhas técnicas no setor.

O que aconteceu com a rede Sui?

De forma resumida, a Sui sofreu uma falha de coordenação entre validadores que impediu a produção de blocos por quase seis horas, congelando transferências e execuções de contratos inteligentes. Segundo relatos técnicos, o problema lembra um bug de agendamento que já havia derrubado a rede por duas horas em novembro de 2024, conforme relatado pelo CoinDesk. Para o investidor brasileiro que usa DeFi, isso significa risco operacional real: staking, swaps e liquidações simplesmente não acontecem durante o tempo de inatividade.

O impacto foi imediato nas métricas de uso. Dados históricos mostram que os usuários ativos diários (DAUs) da Sui já despencaram de 2,5 milhões em abril de 2025 para cerca de 600 mil após incidentes recorrentes, de acordo com análise da AInvest. Quedas desse tipo de proteção financeira e afastam capital de curto prazo, algo crítico para traders.

Impacto no preço do SUI e níveis técnicos

No gráfico, o SUI ampliou a volatilidade. O volume de negociações nas últimas 24 horas aumentou 28%, para aproximadamente US$ 520 milhões, sinalizando distribuição por parte de investidores mais sensíveis ao risco. O RSI diário caiu para 42, diminuindo perda de momentum, enquanto o MACD segue negativo, abaixo da linha de sinal.

Do ponto de vista técnico, o suporte imediato está em US$ 1,58, região onde houve defesa de preço no início de janeiro. A perda desse nível abre espaço para um resgate até US$ 1,45. Já a resistência relevante está em US$ 1,75, próxima à mídia móvel de 50 dias, que agora atua como barreira dinâmica.

Falhas recorrentes colocam-se em competitividade competitiva

O problema é que a interrupção acontece apesar do forte crescimento do ecossistema. O TVL da Sui saltou de US$ 250 milhões em 2024 para cerca de US$ 2,6 bilhões em 2025, um aumento superior a 900%, segundo dados compilados pela CryptoNews. Em teoria, mais capital travado indica confiança — mas falhas técnicas minam essa narrativa.

Para efeito de comparação, redes concorrentes como a Solana passaram de 2024 e 2025 sem grandes interrupções, após uma série de atualizações críticas de blockchain. Esse contraste pesa especialmente para investidores institucionais e para brasileiros que buscam redes obtidas para agricultura e estratégias automatizadas.

Risco ou oportunidade para o investidor brasileiro?

O contraponto é que parte do mercado vê quedas pós-downtime como oportunidade, apostando em recuperação técnica caso a equipe resolva gargalos estruturais. No entanto, enquanto persistem problemas de confiabilidade, a SUI tende a negociar com desconto de risco frente a outras L1. Em um cenário de mercado seletivo, a estabilidade importa tanto quanto a inovação — e esse é o ponto que o investidor brasileiro precisa pesar antes de aumentar a exposição.

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