UM Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) a Operação Mirage para acabar com um golpe de fraudes eletrônicas e organização criminosa. Na ação, as autoridades cumpriram 125 mandatos judiciais contra suspeitos.
A operação começou após informações descobertas pela Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp), ligada ao Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC).
“Foram cumpridas 125 ordens judiciais em São Paulo e Goiás: cinco mandados de prisão preventiva, bloqueio de 85 contas bancárias, sequestro de veículos, além do bloqueio de carteiras de criptoativos. Milhares de chips de telefonia, celulares, computadores e veículos de luxo foram compreendidos“, disse a autoridade em nota pública.
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Como o bloqueio de carteiras de criptomoedas foi operacionalizado pelas autoridades ainda não está claro, visto que apenas a informação veio a público. É comum em casos assim que os suspeitos tenham conta em corretoras de criptomoedas brasileiras, que diferentes de carteiras, podem desbloquear saldos facilmente.
Também não foi divulgado se algum valor em criptomoedas foi encontrado nos mandados de prisão preventiva contra os principais suspeitos da Operação Mirage.
Anúncios patrocinados em redes sociais levaram vítimas a grupos de golpes que prometiam lucros com investimentos em ações do Brasil
O golpe revelado pela autoridade gaúcha indica que as vítimas que navegavam nas redes sociais receberam anúncios patrocinados de produtos no mercado de ações. Com uma forte promessa de alta rentabilidade, uma das vítimas perdidas sozinha R$ 4 milhões.
Além disso, os golpistas levaram as vítimas para um grupo fechado que compartilhou falsas dicas de investimentos. Alguns dos investimentos foram realizados em uma falsa plataforma de criptomoedas, que em posse dos criminosos roubou o saldo das vítimas.
Em todo o Brasil, a delegada Isadora Galian indicou que pelo menos 40 pessoas caíram neste golpe, em um amplo esquema criminoso. As polícias civis de São Paulo e Goiás também colaboraram com a Operação Mirage.
“O capital da vítima foi aportado, via transferências pix, para contas de empresas e, na sequência, revelou-se convertido em criptoativos na plataforma dos golpistas, cujos saldos e lucros eram artificialmente inflados para encorajar novos investimentos. Após ciclos de lucro fictício, perdas súbitas e ocorriam inexplicadas, sempre atribuídas a supostos erros operacionais da própria vítima“, explicou a delegada em nota pública.
Alerta delegado para ofertas de alta rentabilidade em produtos financeiros
A delegada Galian ainda indicou que as possíveis vítimas devem prestar muita atenção nas promessas realizadas. Uma das principais acusações de uma possível fraude é uma alta rentabilidade em um produto financeiro de forma rápida.
“Promessas de lucros extraordinários, especialmente em mercados de criptomoedas, devem ser vistas com extrema desconfiança. Antes de investir qualquer valor, é fundamental verificar se a empresa está devidamente registrada nos órgãos reguladores, como a CVM e o Banco Central“, enfatizou a delegada.
Fonteslivecoins




