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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Mirage na terça-feira (13) para acabar com um golpe aplicado por meio de falsas promessas de investimento em criptomoedas que causaram um prejuízo superior a R$ 4,3 milhões Pelo menos uma vítima e pode ter atingido pequenas quantias de pessoas em diferentes estados do país.

O caso foi investigado pela Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais, vinculada ao Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, e, segundo nota, apura os crimes de estelionato com fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Até o momento, três pessoas foram presas. Ao todo, foram cumpridas 125 ordens judiciais nos estados de São Paulo e Goiás, incluindo cinco mandados de prisão preventiva, o bloqueio de 85 contas bancárias, sequestro de veículos, além do bloqueio de carteiras de criptoativos.

Durante a operação, a polícia apreendeu milhares de chips de telefone, celulares, computadores e veículos de luxo, apontando como instrumentos e produtos da atividade criminosa.

Como funcionou o golpe

Segundo as investigações, o golpe começou com anúncios patrocinados em redes sociais que prometiam alta rentabilidade no mercado de ações. Ao clicar no anúncio, as vítimas eram direcionadas para grupos de conversa, onde supostos investidores compartilhariam relatos de ganhos e dicas financeiras, criando um ambiente de confiança.

Em seguida, os participantes foram induzidos a realizar transações com criptomoedas por meio de uma plataforma de investimentos fraudulenta, controlada pelos próprios golpistas.

De acordo com a delegada Isadora Galian, responsável pelo caso, o dinheiro das vítimas foi transferido inicialmente via Pix para contas de empresas usadas pelo grupo criminoso. Na sequência, os valores foram previstos convertidos em criptomoedas dentro da plataforma falsa, onde saldos e lucros eram artificialmente inflados para estimular novos esportes.

“Após ciclos de lucro fictício, perdas súbitas e inexplicadas ocorriam, sempre atribuídas a supostos erros operacionais da própria vítima”, explicou a delegada.

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A investigação de um contrato prejuízo superior a R$ 4,3 milhões causado a uma única pessoamas a polícia trabalha com a hipótese de que pelo menos outras 40 vítimas tenham sido prejudicadas em todo o país, o que pode aumentar significativamente o valor total do dano financeiro.

A suspeita é de que o esquema tenha operado de forma estruturada, com divisão de tarefas e uso intensivo de tecnologia para dificultar o rastreamento de recursos.

Para a delegada, o caso reforça a necessidade de cautela diante de promessas de ganhos rápidos, especialmente no mercado de criptomoedas. “Promessas de lucros extraordinários, especialmente em mercados de criptomoedas, devem ser vistas com extrema desconfiança. Antes de investir qualquer valor, é fundamental verificar se a empresa está registrada nos órgãos reguladores, como a CVM e o Banco Central”, alertou.

A Operação Mirage contornou o apoio das Polícias Civis dos estados de São Paulo e Goiás, e as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, rastrear os valores desviados e apurar a extensão real do golpe, que se vale da combinação entre redes sociais, plataformas digitais e criptoativos para enganar investidores.

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Fonteportaldobitcoin

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