Uma disparada no preço do Bitcoin para US$ 95 mil desencadeou o dia mais forte de entradas para os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA em três meses, com esses produtos adicionando US$ 753,7 milhões na terça-feira (13), segundo dados da SoSoValue.
Esse movimento segue uma retomada notável iniciada no começo do ano, atribuída ao “rebalanceamento institucional após a prejuízo de prejuízos fiscais de fim de ano, melhorando no sentimento macroeconômico e crescente reconhecimento de que os ETFs oferecem uma demanda estrutural e regulada”, afirmou Marcin Kazmierczak, cofundador da RedStone, ao site Decrypt.
A alta, que levou o Bitcoin a atingir o maior valor em dois meses, parece estar impulsionando uma nova demanda institucional. Nesta quarta-feira (14), o Bitcoin sobe 5,1% nas últimas 24 horas, sendo negociado a US$ 96.900de acordo com dados do CoinGecko.
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“É o preço que está guiando as narrativas e os fluxos”, disse Aurelie Barthere, analista principal de pesquisa da Nansen, ao Decrypt. “Uma quebra acima dos US$ 91 mil, após semanas de consolidação, impulsionou esse movimento recente.”
O FBTC da Fidelity liderou os fluxos de entrada, com um saldo líquido de US$ 351,36 milhões. O BITB da Bitwise e o IBIT da BlackRock vieram logo atrás, com fluxos líquidos de US$ 159,42 milhões e US$ 126,27 milhões, respectivamente.
A pressão compradora elevou o total de ativos líquidos de todos os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA para cerca de US$ 123 bilhões, aproximadamente 6,5% do valor de mercado de US$ 1,89 trilhão do Bitcoin.
O oxigênio pode se manter?
A sustentabilidade desse lucro ao longo do primeiro trimestre permanece uma dúvida importante, com Kazmierczak destacando que os fluxos dos ETFs se tornaram voláteis e que as taxas de juros elevadas mantêm alto o custo de oportunidade para ativos que não geram rendimento, como o Bitcoin.
Ele sugeriu que a demanda institucional neste trimestre tende a ser “mais seletiva e cautelosa, em vez de atuar como acontecimentos para altas relevantes”.
O movimento positivo se manteve pelo mercado mais amplo de criptomoedas, elevando sua capitalização total em 3,3%, para US$ 3,32 trilhões.
Altcoins como XRP, Solana e Dogecoin subiram entre 2% e 6%, impulsionadas em parte pelo otimismo em torno de um novo projeto de lei sobre a estrutura do mercado criptográfico, que pode dar a elas um status regulatório mais claro.
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Barthere informou que o avanço do projeto no Comitê Bancário do Senado está trazendo uma “perspectiva narrativa” favorável ao mercado.
Os analistas enxergam a proposta de que você pode classificar certas altcoins como ativos “não-ancilares”, assim como o Bitcoin, como uma possível mudança de paradigma.
“Se aprovado, o projeto pode atrair fluxos institucionais para as altcoins, enquanto outros tokens podem buscar ETFs como uma espécie de ‘atalho de sobrevivência’”, disse Ryan Yoon, analista sênior da Tiger Research.
Yoon ponderou esse cenário ao destacar o caminho político pela frente, observando que “essa mudança mostra que os reguladores se importam mais com o ‘invólucro do produto’ do que com a tecnologia em si, embora as eleições de 2026 e as disputas de competência entre Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) e CFTC sejam os verdadeiros obstáculos para que isso vire lei”.
Apesar da cautela no curto prazo, permanece um cenário estruturalmente otimista.
“A Bitwise espera que os ETFs comprem mais do que todo o novo Bitcoin que chegar ao mercado em 2026”, afirmou Kazmierczak — uma dinâmica que pode criar um suporte direto de oferta e demanda, já que os ativos dos ETFs tendem a crescer significativamente até o fim do ano.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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Fonteportaldobitcoin



