Grayscale sinaliza ETFs de BNB e HYPE e mercado reage

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A Grayscale formou trusts em Delaware vinculados a potenciais ETFs do BNB e HYPE, um passo inicial que costuma anteceder pedidos formais à SEC, mas sem garantia de aprovação. Após a notícia, o BNB foi negociado a US$ 892, com alta de 0,84% em 24h, enquanto o HYPE caiu 2,50%, para US$ 25,92, refletindo opiniões específicas do mercado. O movimento ocorre em meio à expansão dos ETFs de altcoins desde 2025, mesmo com saídas recentes em produtos de Bitcoin e Ethereum.

O que significa a criação de trusts para ETFs?

Na prática, os trusts em Delaware funcionam como estruturas jurídicas usadas por gestores para acelerar futuros pedidos de ETF. Eles não apresentam proposta regulatória, mas demonstram intenção estratégica, algo que a Grayscale já fez antes de converter trusts de Bitcoin e Ethereum em ETFs. Para o investidor brasileiro, isso sinaliza quais ativos estão entrando no radar institucional.

O contexto é relevante porque a SEC tem adotado postura cautelosa com ETFs exóticos, enquanto grandes bancos e gestores avançam no segmento de ETFs criptográficos. Esse contraste explica por que o mercado reage mais a sinais do que a confirmações formais.

BNB e HYPE sob uma ótica de mercado

O BNB acumula valorização de cerca de 18% nos últimos 90 dias e mantém capitalização acima de US$ 135 bilhões, sustentada pelo ecossistema da Cadeia BNB. No gráfico diário, o RSI está em 56 pontos, zona neutra, enquanto o preço segue acima das médias móveis de 50 dias (US$ 860) e 200 dias (US$ 780), queda tendência estruturalmente positiva.

Já o HYPE, token do protocolo Hyperliquid, negocia com marketcap próximo de US$ 8 bilhões e apresenta maior volatilidade. O RSI diário recuou para 48, e o MACD mostrou perda de momentum de curto prazo. O suporte imediato está em US$ 24,50, enquanto a resistência-chave aparece em US$ 28, nível que precisa ser rompido para retomada de alta consistência.

Implicações institucionais e competitivas

Segundo dados do setor, ETFs de altcoins como Solana e XRP já captaram mais de US$ 2 bilhões e US$ 483 milhões, respectivamente, em 2025, mostrando apetite institucional além de BTC e ETH. A iniciativa da Grayscale pode ser vista como resposta à concorrência de casas como Bitwise e VanEck, que aceleraram lançamentos após maior clareza regulatória.

Para investidores brasileiros, é possível a chegada desses ETFs ampliadas alternativas de exposição indireta, especialmente para quem opera via corretoras tradicionais ou BDRs no futuro. No entanto, o histórico mostra que os trusts podem levar meses — ou nunca — a virar ETFs, o que limita o impacto imediato nos preços.

Quais são os riscos e o contraponto?

O principal risco é regulatório: a formação do trust não obriga a escala de cinza a protocolar o ETF, nem garantia acessível da SEC. Além disso, o mercado de ETFs ainda enfrenta saídas relevantes; Só em janeiro, produtos spot de Bitcoin e Ethereum registraram mais de US$ 1 bilhão em resgates, de acordo com dados da Reuters.

Outro ponto é a volatilidade: HYPE, em especial, tem histórico curto e forte sensibilidade a fluxos especulativos. Para traders, isso exige atenção redobrada a níveis técnicos e gestão de risco.

Em síntese, a movimentação da Grayscale reforça a narrativa de institucionalização gradual das altcoins, mas ainda está no campo de preparação, não da execução. Para o investidor brasileiro, o sinal é claro: vale acompanhar BNB e HYPE, mas as decisões devem se basear em dados de preço, liquidez e risco regulatório — não apenas em expectativas de ETF.

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